segunda-feira, 14 de abril de 2008

DENUNCIA GRAVÍSSIMA

muito bem!!!

Olá todo mundo, aqui inicia-se o intercânbio, com varias noticias que nos chegam via listas e e-mails.

que se sirva muito mais que para os programas de Rap Hip Hop. tá valendo, por favor citar as fontes, até!!!

hiphopgerais

itercânbio



MASSACRE DE CAMPONESES EM CAMPO NOVO-RO

Na manha do dia 09 de abril, mais de 100 jagunços fortemente armados e encapuzados, invadiram o acampamento conquista da união localizado na br 421 km 140,municipio de campo novo de Rôndonia.

Os jagunços e policiais cercaram o acampamento e foram atirando em todos que ali se encontravam. Segundo informações passadas por um camponês que conseguiu escapar, cerca de 15 pessoas incluindo uma mulher grávida foram assassinadas brutalmente e outras apanhadas como refém.20 motos e todos pertences dos acampados foram queimados.

A Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia-LCP- vinha denunciando há várias semanas a preparação de um massacre de camponeses sem-terra naquela região do estado.Toda a campanha orquestrada pela grande imprensa de Rondonia e do país,em especial o jornal Folha de Rondonia e a revista Istoé , em que acusava a lcp e os camponeses daquela região de ser "guerrilheiros" , "ligados as farc",etc, sendo esses mesmos órgãos de imprensa apresentavam os pistoleiros dos latifundiários como "trabalhadores" .Tudo isso era para tentar justificar este massacre que estava em adiantada preparação conforme denunciamos inúmeras vezes.Esta imprensa é culpada pelo sangue derramado destes camponeses.

Tão logo ocorreu o massacre ligamos para a Policia Federal que disse apenas que isso não era de sua jurisdição e não podia fazer nada.O secretário de segurança pública César Pizzano disse que para ir no local onde estavam os mortos "precisava de um boletim de ocorrência primeiro"?!! .Isso mostra a cumplícidade destes orgãos neste massacre sendo que os mesmos há pouco também acusavam os camponeses de "guerrilheiros" .

A liga dos camponeses não descansará enquanto os responsáveis por este massacre não forem punidos e a terra destes camponeses não for cortada.

Liga dos Camponeses Pobres de Rôndonia

Portal Imprensa » Últimas Notícias

Publicado em: 28/03/2008 17:38

Liga de Camponeses de Rondônia acusa IstoÉ de receber dinheiro para publicar reportagem

Por Ana Luiza Moulatlet/Redaçã o Portal IMPRENSA

A Liga dos Camponeses Pobres em Rondônia (LCP) distribuiu à imprensa nesta sexta-feira (28) uma nota de repúdio contra a reportagem "O Brasil tem guerrilha", publicada na revista IstoÉ desta semana.

O jornalista Alan Rodrigues entrou na base da LCP no distrito de Jacinópolis, a 450 quilômetros de Porto Velho, para mostrar a questão do conflito agrário no país, e apurou que, apenas em 2007, as operações do grupo - que hoje controla 500 mil hectares - mataram 22 pessoas.

Segundo um relatório confidencial da polícia de Rondônia - que a IstoÉ teve acesso - encaminhado em dezembro passado à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ao Exército e ao Ministério da Reforma Agrária, o grupo armado é financiado por madeireiros ilegais.

Também foi mostrado que as dificuldades que a Polícia enfrenta lá: somente duas lideranças da LCP enfrentaram a prisão por causa de assassinatos, e os militantes do LCP já teriam até exigido a saída do delegado de Buritis e dos titulares do Ministério Público e da Justiça.

O comunicado distribuído pela Liga, por e-mail, repudia a matéria da IstoÉ, que apresenta os latifundiários "bandidos, assassinos, escravocratas, grileiros e os principais responsáveis pela destruição das florestas de nossa região, como se fossem dóceis velhinhos bem intencionados, que pretendem trazer o progresso para Rondônia, e que são impedidos, ameaçados e aterrorizados por camponeses maus".

A Liga ainda acusa a revista de ter recebido dinheiro dos latifundiários pela publicação da matéria: "repudiamos este tipo de matéria paga, que têm o único e exclusivo objetivo de dar repercussão nacional e servir de justificativa para sórdidas campanhas repressivas, com direito a torturas e assassinatos de camponeses pobres".

Rodrigues afirmou, em entrevista ao Portal IMPRENSA, que eles teriam que provar a acusação de que a matéria foi financiada por latifundiários. "Nossos advogados estão estudando o caso, mas como a Liga é ilegal, um grupo clandestino, não temos nem quem processar". Segundo ele, há documentos comprovando todas as afirmações da reportagem. "Eu me sustento em documentos e depoimentos. Fica o discurso raivoso deles contra os meus documentos".

A revista é acusada pelos camponeses de ter "armado" uma foto em que um jagunço aparece com uma legenda falando sobre a guerrilha, quando na verdade ela é pistoleiro do latifúndio, e de ter feito fotos de jagunços ao lado de cadáveres, para que os leitores os reconheçam como os responsáveis pelos assassinatos. Na nota, ainda escrevem: "canalhice também tem limite, Sr. Alan Rodrigues!". O repórter afirmou que essas ameaças contra ele não vão intimidá-lo.

http://portalimpren sa.uol.com. br/p.shtml ortal/ultimas_ noticias/ 2008/03/28/ imprensa18250

Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia pede liberdade para Wenderson Francisco dos Santos (Russo) - Leia o dossiê fornecido pela instituição.
(29/08/2006)

A Liga dos Camponeses Pobres está pedindo assinaturas para a libertação do camponês Enderson Francisco dos Santos, que podem ser enviados pelo e-mail cdra_2006@yahoo. com.br. Acompanhe o relato dos acontecimentos no documento emitido pela Liga dos Camponeses Pobres.



Processo farsa contra Wenderson, Edilberto e Joel
1. Introdução
Processo contra Wenderson, Edilberto e Joel: uma parte do cerco repressivo contra o movimento camponês Edilberto Resende da Silva (conhecido como Caco) e Joel Gomes da Silva (Joel Garimpeiro) foram presos no dia 26 de julho de 2003 e Wenderson Francisco dos Santos (Russo) foi preso no dia 14 de agosto do mesmo ano. Em nenhum dos casos a polícia tinha mandados judiciais. Eles são acusados falsamente da morte de um pistoleiro do latifundiário Antônio Martins dos Santos, ocorrida no dia 25 de junho de 2003 no acampamento São Bento, na fazenda Galo Velho, localizada na BR- 364, Km 451 a 452, distante cerca de 30 Km de a Jaru.
Joel é um dos fundadores de Jaru, casado, possui filhos e muitos amigos, possui terra e lutava por conseguir também para seus filhos e amigos no mesmo acampamento São Bento, quando foi preso.
Caco também é casado, tem uma filha, trabalha desde pequeno, mora em Theobroma, trabalha há alguns anos ajudando camponeses de outras áreas à conquistarem um pedaço de terra.
Russo é solteiro, sua família foi uma das muitas que conquistou terras no Primavera, em Theobroma. Participava do acampamento Sol Nascente, em Cujubim, também na luta por um pedaço de terra.
2. O caso de Wenderson
Por falta de provas e devido a uma intensa campanha de denúncias e mobilizações os camponeses Edilberto e Joel foram soltos dois [ ou 3?] meses depois de terem sido presos. Mas contra o companheiro Wenderson foi feito um julgamento forjado a respeito de um simples problema de trânsito e desavença pessoal.
a) Wenderson é condenado por problema de trânsito e desavença pessoal
(março de 2004)
A justiça estadual retomou processos contra o companheiro Russo de fatos ocorridos no ano 2000, na tentativa de acumular acusações que justificassem mantê-lo preso. Wenderson foi julgado em março de 2004 e condenado a 3 anos e 3 meses. No julgamento, a juíza Fabíola Cristina Inocêncio Sarkis, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jaru, Estado de Rondônia, covardemente fez todo esforço para condená-lo, pois não apresentou aos jurados a opção de julgá-lo por lesão corporal, como defendia o advogado da LCP, induzindo o júri a condená-lo por tentativa de homicídio. A juíza Fabíola Sarkis é filha de latifundiário, classe da qual provém grande parte dos magistrados e governantes de Rondônia. Ela segue os passos de seu colega, Elsi Antônio Dalla Riva, o primeiro juiz do caso dos companheiros e que é reconhecidamente contra os camponeses e a LCP.
b) Juíza nega o pedido do Ministério Público de progressão de pena (cumprir o restante da pena em regime aberto)
(04 de fevereiro de 2005)
No dia 04 de fevereiro de 2005, a mesma juíza Fabíola Sarkis, indeferiu pedido do Ministério Público, que requeria a imediata soltura do companheiro Ruço, injustamente preso em regime fechado desde agosto de 2003.
Os argumentos para a soltura de Wenderson são contundentes: 1. tem direito a progressão de pena quem já cumpriu 1/3 da pena, Wenderson já cumpriu 3 anos da pena; 2. como Joel e Edilberto, respondem ao mesmo processo em liberdade soltos, não há motivo nenhum para Wenderson continuar preso. A própria juíza admitiu em documento que foram cumpridos todos os requisitos para que ele estivesse em liberdade.
c) OAB ataca o advogado Dr. Ermógenes (agosto ou setembro [?] de 2005)
Representantes da OAB de Rondônia estiveram em [que mês?] de 2005 na prisão com Wenderson tentando confundi-lo a respeito da seriedade e lisura de seu defensor, o advogado Ermógenes Jacinto de Souza. Atacaram a dignidade profissional do Dr. Ermógenes de Souza acusando-o de protelar a libertação de seu cliente. A OAB nada fez para impedir as torturas e os assassinatos de camponeses pobres e as ameaças de morte feitas contra o advogado, que deveria ser defendido no exercício legítimo da profissão.
d) Campanha pela libertação de Wenderson
Uma campanha de repúdio tem sido feita em todo o estado e tem recebido apoio de várias partes do Brasil e outros países, exigindo a libertação imediata do Wenderson e fim do processo contra ele e outros camponeses.
Cerca de 80 camponeses fizeram uma vigília em frente ao presídio da cidade de Jaru exigindo a libertação de Wenderson. A vigília começou às 5 horas da tarde do dia 21 de setembro de 2005 e foi até a manhã do dia seguinte. Nessa mesma noite, a polícia transferiu o companheiro Wenderson para Ouro Preto do Oeste, a 40 Km de Jaru. De manhã, quando os camponeses souberam da transferência, foram ao Fórum exigir da juíza Fabíola explicações sobre o paradeiro do companheiro, seu estado de saúde e exigir o cumprimento de seu direito de receber visitas. Eles foram recebidos com provocação pela Polícia Militar que ostentava fuzis, cassetetes e bombas de gás. A juíza tentou intimidar o advogado da LCP, Dr. Ermógenes Jacinto, acusando-o de ser responsável pela manifestação. Acusação ridícula, pois manifestação é um direito do povo garantido pela constituição brasileira.
Dona Rosa, mãe de Wenderson, deu o seguinte depoimento durante a vigília, em Jaru: “Acho muito errado o que fizeram com o Russo. Ele não matou, não roubou, preciso dele em casa para nos ajudar. A vigília mostra que muita gente gosta dele. Só a polícia que não acha certo. Eles querem fazer só ruindade e não sabem pelo que estamos passando. Não acho correto o que fizeram com ele. Só estamos fazendo o nosso direito. Acho que a situação do Ruço é um ato de canalhice por parte da juíza desta cidade. A Liga chamou para fazer este ato pacífico para mostrar solidariedade ao companheiro.”
As denúncias em todo país, feitas por entidades classistas, universidades, professores, advogados, estudantes e as denúncias feitas em outros países através da ILPES (Liga Internacional de Luta dos Povos) e IAPL (Liga Internacional dos Advogados do Povo) repercutiu em Brasília e surtiu efeito diretamente sobre a juíza.
e) Transferência para o famigerado presídio Urso Branco (23 de setembro de 2005)
Em represália ao ato de solidariedade, a juíza Fabíola decretou a transferência de Wenderson para o famigerado presídio Urso Branco, em Porto Velho , no dia 23 de setembro de 2005. Foi um ato totalmente irregular e ilegal, primeiro porque a transferência foi feita sem nenhuma comunicação ao advogado do companheiro e seus familiares. Segundo , porque só pode ir para presídio quem já foi condenado, no caso do Urso Branco, quem já foi condenado por crimes graves e Wenderson foi condenado por simples problema de trânsito e de desavença pessoal. Quanto à acusação falsa de que participou da morte do pistoleiro do latifundiário Antônio Martins, ainda nem foi julgado.
Os argumentos da juíza Fabíola para a transferência de Wenderson para a Urso são argumentos inaceitáveis, confirmam o caráter político do processo contra o companheiro e revelam o compromisso da juíza com os interesses do latifúndio. Fabíola afirmou textualmente: “(...) Sendo necessário destacar aqui, que o mesmo pertence à Liga dos Camponeses Pobres, a qual continua fazendo suas manifestações inclusive com o fechamento da ponte que liga esta Comarca ao sul do Estado, exigindo sua libertação, sendo propício que o recorrente, até o seu julgamento, esteja afastado destas, haja vista que a imputação criminosa que lhe é feita, ocorreu em uma destas manifestações , sendo assim, faz-se necessário a adoção de medidas para que a ordem pública não seja afetada (...)” . O grifo é nosso.
Consideramos esta decisão uma manobra sórdida para tentar impedir a campanha pela libertação de Wenderson e coloca em risco a vida de Wenderson.
- Situação dos presos nos presídios Urso Branco (relatório Direitos Humanos) e de Nova Mamoré (pegar informações)
(...)
f) Maus tratos na prisão, tortura e tentativa de assassinato
Wenderson vem sendo torturado de várias maneiras; mantido sem comida e sendo obrigado a beber água do banheiro, sua vida corre sério risco.
Como todos os presos do Urso Branco, Wenderson está passando por várias privações: está em uma cela superlotada, é obrigado a beber água do banheiro e tem que pagar pela alimentação. Como estava sem dinheiro, ele foi se alimentar somente no dia 29 de setembro (2005), durante os primeiros seis dias, comeu apenas uma bolacha dada por outro preso. Wenderson também quase não recebe visitas, pois sua família que é pobre mora à quase 300 Km de distância de Porto Velho e não tem recursos para se deslocar.
Wenderson teve de se livrar de várias tentativas de homicídio na cadeia, armadas por latifundiários e autoridades, e frustradas também pela solidariedade dos outros presos que lhe reconhecem o caráter e o compromisso com a luta popular. [mais detalhes destas tentativas de homicídio?]
g) O julgamento
Em agosto de 2005 a Justiça intimou o advogado Dr. Ermógenes Jacinto para que apresente a tese de defesa dos companheiros.
O processo contra os companheiros pode ir a júri popular, o que aumenta as chances deles serem condenados, pois nesta forma de julgamento, latifundiários podem manipular a sentença, escolhendo e comprando jurados. Esta é a realidade da “Justiça” nas cidades do interior do país, inclusive de Rondônia.
3. O principal mandante da perseguição aos camponeses, o latifundiário Antônio Martins dos Santos, é um bandido criminoso
O latifundiário Antônio Martins dos Santos é o principal elemento por trás das irregularidades, perseguições e crimes cometidos contra Wenderson, Edilberto, Joel e outros camponeses de Jaru, Cujubim e Ariquemes [?] . Conhecido como “Galo Velho”, é grileiro de terras e ladrão de madeira. É proprietário da Leme Empreendimentos SA, empresa fantasma, que grila terras públicas e, ao que tudo indica, funciona como imobiliária em conluio com funcionários do INCRA. Foi denunciada em relatório da CPI de grilagem de terras do governo federal. Segundo denúncias da CPT, o latifundiário Antônio Martins dos Santos detêm aproximadamente um milhão de hectares de terras griladas no estado de Rondônia.
Há mais de 25 anos ele comete crimes contra camponeses, muitas vezes com a participação de policiais militares. Sempre teve e continua tendo bandos armados de jagunços que atacam camponeses, ameaçam, atiram, matam, saqueiam, roubam seus pertences e queimam suas roças.
O senhor Raimundo, conhecido como Pará, proprietário de um lote no garimpo da Serra Sem-Calça, vizinho da fazenda, foi assassinado pelos pistoleiros do Galo Velho. Outra pessoa também foi encontrada morta nas proximidades do latifúndio de Galo Velho. Sobre estes crimes, na época, policiais apoiaram dizendo: "invasor tem que morrer" , segundo matéria publicada no jornal Alto Madeira.
Os mais antigos moradores vizinhos da fazenda Galo Velho, contam que na década de 1980, Antônio Martins já mantinha um grupo de pistoleiros armados que, como agora, cometeram várias atrocidades.
Seu irmão, sócio e advogado, o Sr. Sebastião Martins, foi preso em outubro de 2003 após ter sido denunciado como mandante do assassinato de Edgar [nome completo?] , presidente da Associação de Produtores de Cujubim, e de outras mortes. Sebastião nem chegou a ir para cela e foi solto dois dias depois, ficando o processo por isto mesmo.
4. Quem são as testemunhas de acusação
a) Major Ênedy Dias de Araújo, comandante da Polícia Militar de Jaru/RO
Uma das principais testemunhas de acusação é o major Ênedy Dias de Araújo, comandante da Polícia Militar de Jaru/RO. Desde 2003, o major Ênedy atua na repressão ao movimento camponês nesta região. As inúmeras irregularidades de sua atuação contra camponeses são as seguintes:
- Prisões sem mandados judiciais (julho e agosto de 2003)
Os camponeses Edilberto e Joel foram presos sem mandados judiciais.
Wenderson foi preso, também sem mandado judicial, durante manifestação camponesa em Jaru pela libertação de Edilberto e Joel. O major Ênedy disse que o companheiro prestaria depoimento e seria liberado, à tarde. Era tudo mentira, pois o delegado da Polícia Civil Samir Fouad Abboud decretou sua prisão preventiva por suspeita de envolvimento na morte do pistoleiro. Segundo o advogado Dr. Ermógenes Jacinto, a polícia falsificou a ordem de prisão colocando o número de outro processo que não diz respeito ao caso.
Neste mesmo período outros 8 camponeses foram presos sem mandado.
- Abuso de autoridade, agressões físicas, humilhações e tortura psicológica (julho e agosto de 2003)
No dia 26 de julho, policiais militares foram até o sítio do companheiro Chico, para prendê-lo. Sem nenhum mandado, quatro policiais invadiram a propriedade e a casa do companheiro, revistaram seus pertences, roubaram sua carteira de identidade, ameaçaram prender e xingaram a esposa e filhos do companheiro.
No dia 29 de julho, sem apresentar nenhum mandado, a PM invadiu a casa do camponês Valmir, agrediu, insultou e prendeu o companheiro, sob acusação de ter assassinado um pistoleiro do Galo Velho em dezembro de 2002.
No dia 04 de agosto, um efetivo fortemente armado de policiais militares e civis invadiram a sede da LCP em Jaru, aos gritos, insultando e ameaçando todos os companheiros que estavam na hora, inclusive duas crianças e uma camponesa que estava grávida. Sete camponeses foram presos, os policiais arrombaram as portas de uma sala e de um armário, vasculharam a casa, apreenderam mais de R$350,00 em moedas e acusaram os companheiros de ladrões. Levaram também objetos pessoais, câmera de vídeo, carregadores de celular, documentos, computador, uma moto Honda CG125, que mesmo estando estacionada na área da sede, foi multada. No interrogatório, os policiais gritaram, deram tapas, pontapés, empurrões e utilizaram de tortura psicológica contra os companheiros. O major Ênedy estava presente e fez várias ameaças, disse a um dos companheiros interrogados: "Aqui em Rondônia a Polícia Militar mata mesmo, nós vamos acabar com os sem terra" , e ainda, "a PM vai na fazenda e se tiver sem terra na mata, eu mando matar" . Os companheiros foram interrogados um a um, numa sala fechada e sem a presença de um advogado.
O latifundiário Antônio Martins acompanhou pessoalmente todos os interrogatórios, tendo livre acesso para entrar e sair em qualquer sala da delegacia. O major autorizou também, a entrada de um pistoleiro do Antônio Martins para que participasse do interrogatório e identificasse os companheiros da LCP.
- Ameaças contra pequenos empresários de Jaru (agosto de 2003)
No dia 14 de agosto de 2003, policiais militares estiveram na sede da Viação Uneida, contratada pela LCP para transportar os camponeses para uma manifestação em defesa dos companheiros presos. Os policiais exigiram informações sobre quem fechou o contrato, mostraram várias fotos de camponeses para que a funcionária os identificassem, ameaçou a empresa com uma multa de R$ 3.000,00 caso não recolhessem o nome e número do RG dos camponeses que eles transportarem.
A Polícia Militar também esteve em várias gráficas da cidade de Jaru, para tentar boicotar a preparação de um panfleto de denúncias da LCP. Os policiais interrogaram os donos das gráficas e ameaçaram dizendo que deveriam consultar a polícia e enviar cópias dos materiais antes de fechar contrato com a LCP.
- Atentado contra os direitos democráticos de ir e vir e de liberdade de expressão (agosto de 2003)
Cerca de 40 policiais do COE encapuzados, armados de fuzis e bombas de gás lacrimogêneo, além dos efetivos regulares das Polícias Militar, Civil e Federal, comandados pelo major Ênedy cercaram a manifestação da LCP de apoio aos companheiros Joel e Caco, no dia 14 de agosto de 2003, alegando haver uma ordem que proibia a manifestação de ocorrer. Na manifestação estavam presentes cerca de 40 camponeses que não se intimidaram e continuaram gritando palavras de ordens, cantando canções de luta e distribuindo panfletos.
Os policiais também tentaram recolher dos populares os panfletos distribuídos pelos camponeses, chegando ao cúmulo de ameaçar de prisão quem fosse pego com o material de denúncia, relembrando os tempos da ditadura militar.
- Cumplicidade com crimes de pistolagem de latifundiários (junho de 2005)
No dia 02 de junho de 2005 o major Enedy esteve na área Lamarca acompanhado por um funcionário do Incra de Jaru. Ele tentou enganar e desanimar os companheiros, dizendo existir um documento de manutenção de posse a favor do fazendeiro. Mas a área estava ajuizada e esperando decisão da justiça para desapropriação, o que proíbe atuação da Policia Militar e do Incra. Defendeu que o fazendeiro tem todo o direito de “trabalhar” na área e que os camponeses deviam tirar a colheita e não voltar mais.
Perguntado pelos camponeses sobre a atuação das milícias armadas do latifundiário Catâneo na área ele disse que os tiros disparados pelos pistoleiros têm como objetivo demarcar território, “ quando um passarinho canta é para demarcar território e quando o cachorro late também é para demarcar território” . O major também comentou aos camponeses: “os tiros são um aviso para vocês não entrarem na área. O que os pistoleiros querem passar é o seguinte: estamos aqui, não entrem!”. O major ainda ameaçou prender os companheiros que resistissem na área.
b) Irley Costa da Silva e Itamar [...?]
No dia seguinte à prisão de Caco e Joel, o delegado ouviu três testemunhas de acusação, sendo duas delas, pistoleiros de Antônio Martins: Irley Costa da Silva, vulgo Neguinho, e Itamar [nome completo?] , vulgo Soldado. Ambos faziam parte do bando de pistoleiros que aterrorizaram camponeses em Cujubim e foram identificados por companheiros da LCP que registraram uma ocorrência na Polícia Federal e fizeram uma denúncia na Procuradoria do INCRA contra o bando . Abaixo citamos crimes cometidos pelo pistoleiro Irley
- Falso testemunho
O pistoleiro Irley, primeiro foi levado pelos policiais à cela onde estavam presos os companheiros e só então, depôs contra eles, afirmando tê-los visto armados, na entrada do acampamento São Bento no dia da morte do pistoleiro. Afirmamos que este depoimento é falso por dois motivos: primeiro , os companheiros Caco e Joel não estavam no acampamento São Bento no dia 25 de julho, e existem várias testemunhas que comprovam este fato. Segundo , no depoimento de Irley ele afirma ter reconhecido "claramente" (palavra de Irley) os companheiros Caco e Joel dentro da mata, estando ele há uma distância de 150 metros (!). Acreditamos que o pistoleiro Irley "reconheceria" qualquer companheiro que tivesse sido preso e apresentado para ele na delegacia.
- Pistolagem; porte ilegal de armas pesadas; ataques e saques a camponeses
Irley da Costa é sobrinho e pistoleiro de Galo Velho, dirige bandos armados de jagunços. Em junho de 2003, juntamente com 18 jagunços, praticou o terror no acampamento Sol Nascente e em outros locais do município de Cujubim. Companheiros identificaram Irley, que afirmou estar a serviço da PM e do IBAMA, exibia armas e ameaçou camponeses.
No dia 13 de agosto de 2003, o bando de Irley fortemente armados com espingardas 12 de repetição, carabina, metralhadora, a mando do latifundiário Galo Velho invadiu 2 sítios na Área Sol Nascente, em Cujubim, fazendo vários disparos nas casas dos camponeses, expulsando as famílias que se esconderam no mato. Os pistoleiros entraram em suas casas roubaram alguns objetos e quebraram o restante.
Nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho, este bando armado do Galo Velho, montou "blitz" na estrada que liga Machadinho a Cujubim, deram vários tiros, revistaram carros, pessoas, colocaram armas nos rostos dos revistados, fizeram vários camponeses se deitarem no chão sob a mira de suas armas.
Irley é acusado de pistolagem, sob Inquérito policial nº 68/2004.Atualmente Irley foi aprovado no concurso da PM, e está prestes a fazer academia mesmo estando respondendo a processo.
5. Maus tratos na cadeia, greve de fome (Caco e Joel)

Liga dos Camponeses Pobres - 31 de julho de 2006

http://www.dra. clair.nom. br/materias/ detalhe.php? id=1156767670&tema=''

Nenhum comentário: