quarta-feira, 30 de abril de 2008

Instituto 25 de Março e a ocupação do Incra-MG.
Dividir a terra:
derrotar o conservadorismo de ontem e de hoje.

A luta dos trabalhadores rurais por seus direitos elementares, como por exemplo, um pedaço de terra onde eles possam viver, produzir e criar suas famílias merece de toda sociedade o apoio incondicional.

O conservadorismo e os interesses menores da classe dominante brasileira tornaram-na incapaz de abrir-se às necessidades nacionais, democráticas e populares. Eis a razão pela qual a burguesia, e seus agentes, de dentro e de fora do Estado brasileiro, sempre impediram a reforma agrária no País.

O governo social-liberal do Presidente Lula não cumpriu nem mesmo as irrisórias metas anunciadas. O ponto de apoio mais eficaz para as críticas ao governo vem dos próprios resultados expostos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e do INCRA e suas regionais.

O latifúndio capitalizado é acolhido e elogiado por muitos e os milhares de sem-terra que buscam trabalho são tratados como pedintes ou bandidos.

Enquanto o governo federal promove o capital financeiro, servindo um banquete de benesses e privilégios ao chamado de agronegócio, o País tem sua soberania alienada e ao seu povo têm sido destinadas as sobras dos poderosos de sempre.

Vivemos um tempo onde o capital se territorializa de forma definitiva e impõe diretamente a sua lógica perversa às áreas rurais.

Para ludibriar a opinião pública todas as formas de versões e pressão são utilizadas, as ameaças são constantes, as tentativas de criminalização dos movimentos populares vêm se consolidando e a violência retorna paulatinamente a ser vista como solução de problemas sociais.

A resposta de quem sofre só pode ser uma: a luta direta e aberta contra os seus algozes, e seus cúmplices. A resposta da sociedade só pode ser uma: o apoio ativo às várias formas de luta encontradas ao longo da história pelos que buscam justiça, liberdade e dignidade.

Sendo assim, o Instituto 25 de Março manifesta solidariedade aos trabalhadores rurais sem-terra e suas múltiplas formas de combate, e neste momento em especial se coloca ao lado daqueles que ocupam o INCRA e exigem mudanças na política agrária do atual governo.

Belo Horizonte, 29 de abril de 2008.
Instituto 25 de Março.

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