sábado, 3 de maio de 2008

Texto sobre a devastacao no Iraque apos os 5 anos da invasao pelos EUA.

Abaixo, nota a imprensa encaminhada pelo MST.

Texto sobre a devastacao no Iraque apos os 5 anos da invasao pelos EUA.

Anos de Resistência Cabeçalho Completo

Nova pagina 1
CARTA O BERRO. ..........repassem.

Iraque: 5 Anos de Ocupação - 5 Anos de Resistência
5º aniversário do início dos bombardeamentos da invasão e ocupação do Iraque pelo imperialismo norte-americano. Cinco anos volvidos, estão à vista os resultados dessa agressão imperial:

a.. um país completamente destruído:
b.. mais de um milhão de mortos (a acrescentar aos 2,7 milhões que já haviam sido assassinados pelos 12 anos de embargo económico antes da invasão);
c.. 2,5 milhões de refugiados no interior do país e 2,2 milhões nos países vizinhos (entre mortos e refugiados quase um quarto da população foi afectada);
d.. 70% da população sem água potável, 80% sem esgotos, electricidade apenas duas horas por dia, cólera (que tinha sido erradicada) a afectar metade das províncias iraquianas,
e.. metade dos menores de 5 anos sofre de malnutrição;
f.. 43% dos iraquianos vive com menos de 70 cêntimos por dia e 60 a 70% da população activa não tem trabalho;
g.. metade dos 34 mil médicos existentes em 2003 abandonou o país e 2 mil foram assassinados, 90% dos grandes hospitais sem recursos;
h.. mais de 300 professores assassinados;
i.. 40% do pessoal qualificado abandonou o país, levando ao desmoronamento dos serviços;
j.. 24 mil iraquianos presos à guarda das forças norte-americanas e mais 400 mil detidos em prisões governamentais;
k.. 158 mil soldados invasores permanecem no Iraque;
l.. além destes, há mais 180 mil mercenários a actuar no Iraque que não estão obedecem a nenhuma lei internacional;
m.. mais de 4 mil soldados ianques mortos e 30 mil feridos – 82% dos quais em combate;
Ao contrário do que muitos ideólogos burgueses nos pretendem fazer crer, a invasão do Iraque não resultou de uma má avaliação os EUA, mas sim da necessidade estratégica do capitalismo norte-americano de controlar directamente as fontes energéticas e de limitar o acesso dos seus rivais imperialistas a essa zona de importância geoestratégica vital, incluindo o acesso aos seus recursos. É essa a mesma razão que os impele a atacar o Irão e outros países da região, aproveitando a oportunidade rara de ser a única grande superpotência mundial.

Mas a invasão também lhes colocou alguns desafios, pois gerou uma grande oposição, a começar por uma generalizada resistência armada do povo iraquiano, mas também uma enorme oposição interna nos EUA e em todos os países ocidentais, bem como dos povos da região. O facto de os EUA terem ficado militarmente atolados no Afeganistão e no Iraque, com as inerentes limitações (mas não ausência) de recursos que isso implica, também fez com que os seus rivais imperialistas menores e maiores aproveitassem essa oportunidade para se desenvolverem com menos receio de retaliações.

Os EUA vêm como uma das soluções possíveis para este impasse a expansão da sua presença no Médio Oriente, esmagando de vez alguns obstáculos à sua presença, nomeadamente, o Irão, a Síria, o Líbano e a Palestina, onde não tem conseguido esmagar décadas de corajosa resistência. Daí que mereçam especial destaque os sinais de verdadeiras alternativas revolucionárias, nomeadamente no Iraque (ver anexo abaixo) e no Irão, e a necessidade de uma inversão de liderança na Palestina.

Esta situação também deve merecer a nossa acção enérgica, em primeiro lugar com uma solidariedade activa com os povos oprimidos da região que lutam contra os invasores ou outros opressores. Em segundo lugar, desenvolvendo a luta contra o capital opressor e destruidor nos nossos próprios países. É essa a nossa tarefa principal e ela deve ser vista também nesta perspectiva internacionalista. A nossa luta é comum e uma vitória revolucionária de um povo é uma vitória de todos os povos do mundo.

FIM À OCUPAÇÃO DO IRAQUE E DO AFEGANISTÃO!
ABAIXO O IMPERIALISMO!
VIVA À LUTA REVOLUCIONÁRIA DOS POVOS DE TODO O MUNDO!

(Neste artigo foram utilizados dados da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque, www.tribunaliraque. info)

NOTA A IMPRESA E A SOCIEDADE MINEIRA

O Movimento dos trabalhadores rurais sem terra (MST-MG) vem a público
esclarecer que durante o período (28 a 30 de abril) de ocupação na sede do
INCRA em Belo Horizonte, não houve nenhum dano ao patrimônio público como
acusa o superintendente e a diretoria regional do Órgão.
O motivo da ocupação foi que em Minas Gerais o processo de reforma está
parado, então pretendíamos com esta mobilização, legitima, chamar a
atenção da sociedade e negociar nossa pauta.
Fomos vitoriosos na nossa mobilização, primeiro porque tivemos o
representante do INCRA nacional para negociar conosco, coisa que a
diretoria local era contra, segundo porque nossas reivindicações foram
atendidas pelo vice-presidente do INCRA Sr. Roberto Kiel e pelo delegado
do MDA Sr. Rogério Correria.
A partir desta analise em assembléia que aconteceu por volta das 17:00 h
com todas as famílias que participaram da mobilização, decidimos desocupar
o sede do INCRA.
Antes de sairmos do prédio foi chamado o coordenador de serviços gerais do
INCRA o senhor Neves e o Sr. Arnaldo (vice-coordenador da FASSINCRA) onde
foi realizada uma vistoria com representantes do MST, ressaltando ainda,
que durante o período de ocupação toda a imprensa teve acesso ao prédio,
podendo constatar que são inverdades as acusações feitas.
Constatou-se então que nada estava fora do lugar, pois as salas estavam
todas trancadas e as famílias permaneceram somente nos dois primeiros
andares do prédio.
Sabemos da intenção do atual superintendente de desviar o foco da questão
agrária no estado bem como do objetivo da luta das famílias que ocuparam o
INCRA.
Firmamos aqui que durante o período de ocupação recebemos visitas de
simpatizantes e personalidades, que puderam constatar que não houve nenhum
dano ao patrimônio e também que nenhum dos participantes da ocupação
estavam alcoolizados.


Movimento Sem Terra - Minas Gerais
Belo horizonte, 02 de maio de 2008.

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