terça-feira, 17 de junho de 2008

A Hegemonia em Xeque

Giovanni Arrighi - Carta Capital nº 500 de 18/06/2008

(clique no link abaixo para ler a entrevista completa)

http://drauziomilag res.blogspot. com/2008/ 06/hegemonia- em-xeque- giovanni- arrighi.html

(...) o senhor desenha a perspectiva da decadência econômica americana
e a confronta com a ascensão chinesa. (...)

(...) significa fazer com que os outros países acreditem em um
consenso em torno desse líder, na sua capacidade de agir em favor do
interesse dos liderados. Nesse sentido, os Estados Unidos não são mais
hegemônicos. (...)

(...) porque os desastres cometidos por Bush não serão fáceis de
reverter. (...)

(...) os Estados Unidos não são os mais competitivos economicamente, à
moda do que o foram naquela idade de ouro. São, em verdade, devedores
mundiais, e mantêm um déficit na balança para o qual não há
perspectiva clara de resolução. (...)

(...) Os americanos não foram capazes de superar a resistência
iraquiana, não criaram um Iraque segundo seus desejos; em lugar de
promover a democracia na região, ali instauraram o caos. Nesse
sentido, a credibilidade do poder militar americano como uma força
construtiva caiu por terra como nunca ocorrera antes. Não é fácil
imaginar como alguém possa reverter isso agora.

(...) Globalização e liberalização vinham, em realidade, minando o
poder dos Estados Unidos. Foi então que o país decidiu voltar
militarmente à cena, para restabelecer sua posição no cenário mundial.
Em lugar de resolver o problema, os americanos o tornaram maior ainda
quando decidiram endurecer. (...)

(...) Resistir a ela foi o que Bush fez, o que tornou, como sabemos,
as coisas piores. (...)

(...) de que forma conseguirá vencer igualmente a batalha pelas mentes
e corações mundiais? Como seria possível aceitar globalmente o estilo
chinês de viver, que comporta alguns elementos de repressão e pobreza?

(...) O poder militar chinês é essencialmente, como eu disse antes, o
de autodefesa. (...)

(...) Veja que a Europa caminha para uma guinada ao fascismo, como na
Itália de Silvio Berlusconi, (...)

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