
TERMÔMETRO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA
Sexta-feira, 13/06
PANORAMA
A ação da Vale em Minas Gerais teve destaque de capa no Estado de S. Paulo. As reivindicações da Via Campesina foram bem pautadas no jornal - que entrevistou Vanderlei Martini e publicou trechos da nota – e apareceram também na Folha. O Globo, como sempre, divulga somente a versão da Vale. A nota da empresa também repercutiu nos outros jornais, que reforçaram a reclamação de ter prejudicado o transporte de cargas e passageiros. A ação do Rio de Janeiro foi citada no Estadão e no Globo, que disse que era um protesto contra a privatização da companhia.
A Folha publica uma bela foto da ação em MG, mas não dá muito destaque às outras mobilizações no país. O Globo publica quase a nota inteira do Movimento sobre o balanço das ações e é o único a informar que a Via Campesina protocolou um documento com 13 propostas para o campo no Palácio do Planalto.

Sem-terra param ferrovia da Vale por 11 horas – ESTADÃO 13/06
Ato da Via Campesina em Minas prejudicou circulação de trens de carga e afetou cerca de mil passageiros
Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE
Pela segunda vez em uma semana, manifestantes ligados à Via Campesina, entre eles integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), ocuparam uma linha férrea da Vale em Minas Gerais. O ato reuniu ontem mais de mil pessoas, conforme a Polícia Militar. Os manifestantes ocuparam durante cerca de 11 horas a Estrada de Ferro Vitória-Minas, no quilômetro 339, em Governador Valadares.
A invasão da ferrovia, segundo a Vale, prejudicou o transporte de cargas e interrompeu a circulação de trens nos dois sentidos, impedindo também o embarque de cerca de mil passageiros. Na terça-feira, manifestantes da Via Campesina e da Assembléia Popular bloquearam por seis horas a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) - subsidiária da Vale -, no bairro São Geraldo, na capital mineira.
Os invasores exigiam que a mineradora abrisse negociação com cerca de 500 famílias da comunidade Pedra Corrida, que, segundo os movimentos, serão desalojadas pela barragem de Baguari, construída pela empresa na divisa dos municípios de Governador Valadares e Periquito. Protestavam também contra a construção da Barragem de Aimorés, pela Vale e pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que estaria prejudicando famílias que vivem na região.
“A barragem em Valadares vai expulsar mais famílias, enquanto não foram resolvidos os prejuízos da obra em Aimorés. Os crimes ambientais e sociais cometidos pela Vale continuam e, até o momento, não aconteceu o assentamento das famílias”, acusou Vandelei Martini, coordenador do MST e integrante da Via Campesina. Entre outras reivindicações, os invasores cobravam também aumento dos royalties pagos pela mineradora.
Os manifestantes do MST, da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) chegaram ao local por volta de 6h15 em sete ônibus. Até o fim da manhã, no local havia 16 ônibus e mais de mil pessoas. O protesto foi engrossado pela Assembléia Popular, que reúne moradores da região. Um trem com 168 vagões vazios que vinha de Vitória foi parado.
A Vale entrou com um pedido de reintegração de posse e uma liminar foi deferida pela Comarca de Governador Valadares. A linha férrea foi desocupada por volta de 17h30 e, segundo a PM, não foram registrados incidentes.
PERNAMBUCO
Sem-terra bloquearam durante toda da manhã a BR-110, entre os municípios de Inajá e Ibimirim, no sertão de Pernambuco, e a BR-232, em Pesqueira, no agreste, em protesto contra o agronegócio. De acordo com o MST, cerca de 500 pessoas participaram das ações. Em Pesqueira, a manifestação contou com o apoio de índios xucurus.
Cerca de 200 manifestantes de movimentos ligados à Via Campesina realizaram marcha em Rosário do Sul, sudoeste gaúcho, em direção à Fazenda Tarumã. O objetivo foi criticar a possível mudança na lei que define a faixa de fronteira e a aquisição de terras nessa área por empresas estrangeiras.
COLABORARAM ANGELA LACERDA e SANDRA HAHN

Manifestantes ligados ao MST desocupam ferrovia da Vale em MG; ações também acontecem em outros estados
Publicada em 12/06/2008 às 23h58m
Globominas; Globonews TV; CBN; Gazeta do Povo Online; O Globo Online ; O Globo
BELO HORIZONTE, CURITIBA E RIO - A estrada de ferro Vitória a Minas, usada pela Vale, foi desocupada por volta das 16h20m desta quinta-feira, após dez horas de bloqueio, por força de uma decisão judicial. Manifestantes ligados a vários movimentos sociais decidiram deixar o acampamento, no km 339 da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), na zona rural de Governador Valadares, após o juiz Amaury Silva conceder uma liminar que determinou a reintegração de posse da ferrovia. A retirada foi feita com acompanhamento da Polícia Militar, mas não houve tumulto. Apesar da desocupação, representantes da empresa e do movimento não entraram em acordo.
As manifestações fazem parte da "Jornada de Luta da Via Campesina contra o modelo energético e econômico e contra as transnacionais", de acordo com nota oficial divulgada na terça pelo MST.
Por causa da manifestação, o trem de passageiros que ia de Belo Horizonte para Vitória foi obrigado a parar em Ipatinga. O outro, que fazia a linha Vitória-Belo Horizonte, parou em Governador Valadares, onde os passageiros tiveram que desembarcar.
A ferrovia é usada para transporte de minério e cargas de empresas atendidas pela Vale, e pararam uma locomotiva. O grupo pede a reestatização da Vale e o ressarcimento dos prejuízos causados pelas barragens para as construções de usinas hidrelétricas. Eles também querem o reassentamento de famílias que foram retiradas dos locais e o pagamento de participação sobre a retirada de minérios para prefeituras da região.
Em nota oficial, a Vale, informou que cerca de mil pessoas deixaram de embarcar nesta quinta-feira. A empresa informou, ainda, que os passageiros puderam remarcar os bilhetes ou obter o dinheiro de volta.
Manifestantes jogam cascas de banana na Vale, no Rio
Cerca de 300 manifestantes do MST, Via Campesina, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Petróleo (Sindipetro) e outros movimentos sociais fizeram uma manifestação na tarde desta quinta-feira em frente ao prédio da Vale, no Centro do Rio. Eles atiraram cascas de banana na porta da empresa, por volta das 16h, para protestar contra o valor da venda da companhia, leiloada em 1997. Não houve, no entanto, tentativa de invasão do prédio. Seguranças da empresa ficaram do lado de fora do prédio para evitar tumultos.
Outra ferrovia já havia sido bloqueada em Minas nesta terça-feira. Cerca de 300 manifestantes ocuparam um trecho da Ferrovia Centro Atlântica, também usada pela Vale, impedindo a passagem de 13 trens de carga e um trem de passageiros da Vale, no bairro Boa Vista, em Belo Horizonte. No mesmo dia, os trabalhadores rurais realizaram ocupações em outros 12 estados.
Grupo protocola documento no Planalto com 13 propostas
Em Brasília, líderes de movimentos sociais que integram a Via Campesina protocolaram no Palácio do Planalto documento com 13 propostas para o campo. A Via Campesina chegou a anunciar que queria um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas só conseguiu protocolar o documento.
As entidades reivindicam a criação de uma empresa estatal de fertilizantes à base de matérias-primas orgânicas e querem também a garantia de preços mínimos e de compras públicas de leite da agricultura familiar. Frei Sérgio Gorgen, do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), disse que as manifestações dos sem-terra continuarão nesta sexta. Ele afirmou que foram realizados protestos em 19 estados.
Via Campesina e índios fecham BR- 110 em Pernambuco
Em Pernambuco, a Via Campesina entrou nesta quinta no seu terceiro dia de protestos contra o agronegócio. Cerca de 500 lavradores ligados ao movimento social fecharam a BR-110, que liga os municípios sertanejos de Inajá e Ibimirim, a mais de
Também aliados com índios xucurus, em Pesqueira, na região agreste, eles fecharam a BR-232. O agreste é uma área de transição entre a zona canavieira e o sertão.
Segundo nota divulgada pela Via Campesina, as manifestações tiveram por objetivo protestar contra o agronegócio e defender a "agricultura camponesa". Segundo os manifestantes, o modelo econômico adotado no país para a agricultura faz com que um pequeno grupo se "aproprie das terras, das águas, dos mineirais, da biodiversidade, privatizando o que é de todos".
Sem-terra e agricultores ocupam rodovias em Goiás
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Agricultores e manifestantes sem-terra também bloquearam rodovias federais em Goiás nesta manhã. Em Catalão, no sudeste goiano, a BR -050 foi interditada por volta das 9h. O protesto gerou um engarrafamento de quatro quilômetros. Também houve protesto na região norte do estado, onde a BR -153 foi bloqueada, perto da cidade de Uruaçu. O engarrafamento chegou a sete quilômetros. Depois de negociar com a Polícia Rodoviária, os manifestantes decidiram liberar a rodovia por dez minutos a cada hora.
Os grupos fazem parte do movimento dos trabalhadores rurais sem-terra (MST) e do movimento campesino de pequenos agricultores atingidos por barragens (MAB). Eles protestam contra a monocultura da cana de açúcar e a falta de uma política de apoio aos pequenos produtores.
Protesto em frente à fábrica da Bunge no Paraná
No Paraná, cerca de 700 integrantes da Via Campesina, do Comitê em Defesa dos Pequenos Agricultores e de entidades da agricultura familiar protestam em frente à fábrica de fertilizantes Ultrafértil/Fosfértil, da Bunge, no município de Araucária. Eles impedem a entrada dos funcionários para início das atividades na empresa.
Os manifestantes defendem a reestatização da fábrica, privatizada há 15 anos. Além disso, em manifesto, eles exigem acesso mais fácil dos pequenos produtores aos fertilizantes, criação de empresas estatais produtoras de insumos, incentivo ao desenvolvimento de uma matriz tecnológica voltada para a pequena produção, incentivos ao policultor e ao trabalhador camponês, reforma agrária e o fim da repressão aos movimentos sociais.
Em Mato Grosso, cerca de 300 lavradores da Via Campesina realizaram um ato público no município de Diamantino, no encerramento de marcha de
No Rio Grande do Sul, cerca de 200 agricultores assentados e acampados marcharam rumo à Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, Fronteira Oeste gaúcha, "para denunciar práticas ilegais da transnacional de celulose Stora Enso, que adquiriu milhares de hectares na área da Faixa de Fronteira, descumprindo a legislação".
Ocupações em cinco estados nesta quarta
Nesta quarta, os sem-terra protestaram no Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Mato Grosso.

Manifestantes desocupam ferrovia em Minas – UAI/EM
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12/06/2008 - 15h49
Justiça determina reintegração de posse da ferrovia invadida em MG – UAI/EM
A decisão prevê multa de R$ 30 mil por dia em caso de descumprimento.
Manifestações fazem parte de jornada nacional contra a atuação de grandes empresas.
Carlos Eller/AE
Justiça determina reintegração de posse da ferrovia invadida em MG (Foto: Carlos Eller/AE)
A Justiça Estadual da Comarca de Governador Valadares concedeu liminar contra os invasores da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A decisão determina a reintegração de posse da ferrovia e multa de R$ 30 mil por dia, em caso de descumprimento da decisão.
A ferrovia foi paralisada nesta quinta-feira (12) por cerca de 300 manifestantes ligados aos movimentos sociais. Segundo a empresa Vale, cerca de 30 trens deixaram de circular até por volta das 10h.
Composições com passageiros que viajam entre Minas e Espírito Santo também passam pelo trecho. A empresa diz que mil passageiros devem ser prejudicados pela invasão.
O grupo pede a reestatização da Vale e o ressarcimento dos prejuízos causados pelas barragens para as construções de usinas hidrelétricas. Eles também querem o reassentamento de famílias que foram retiradas dos locais e o pagamento de participação sobre a retirada de minérios para prefeituras da região.
Manifestações em cinco estados
A assessoria de imprensa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST
), ligado à Via Campesina e à Assembléia Popular, diz que as manifestações fazem parte de uma jornada nacional contra a atuação de grandes empresas, que acontece desde terça-feira (10).
As manifestações acontecem em cinco estados nesta quinta-feira. Grupos realizam protestos no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, onde invadiram a ferrovia. Em Goiás, duas rodovias federais foram interditadas por manifestantes. No Paraná, agricultores se reúnem em frente a uma fábrica de fertilizantes em Araucária. Já em Pernambuco, integrantes do movimento Via Campesina e índios bloquearam duas estradas federais.
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*(Com informações da TV Anhanguera, do Portal RPC, da TV Leste e da TV Globo Nordeste)
Via Campesina entrega lista de reivindicações no Palácio do Planalto - FOLHA
da Agência Brasil
da Folha Online
Representantes da Via Campesina entregaram nesta quinta-feira ao chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, um documento com propostas "consideradas estruturantes para o desenvolvimento do campo". Desde ontem, a Via Campesina realiza manifestações em diversos Estados em protesto contra o agronegócio e a atuação de empresas estrangeiras no país.
No documento, os movimentos sociais defendem a criação de uma estatal de fertilizantes e sugerem medidas de estímulo a programas de fomento a agroindústrias para produção de alimentos e agroenergia, reflorestamento e infra-estrutura em assentamentos.
Outra proposta é a ampliação do orçamento do Programa de Aquisição de Alimento para R$ 1 bilhão por ano, a fim de garantir a compra dos produtos da agricultura familiar e da reforma agrária pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
"A humanidade vive hoje uma encruzilhada. Só temos uma saída para essa crise [de alimentos], que é a restruturação das comunidades camponesas, dos territórios camponeses e comunidades tradicionais, para que a gente possa, através dos recursos da agrobiodiversidade, da terra, da água, produzir alimentos para este país", disse Maria Costa, representante da direção nacional do MAP (Movimento dos Pequenos Agricultores) e da coordenação da Via Campesina.
Manifestações
A Via Campesina realizou hoje manifestações em sete Estados na jornada de lutas contra o agronegócio e a atuação de empresas estrangeiras no país. Os protestos foram realizados em protestos em Minas Gerais, Rio da Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco.
Em Minas Gerais, cerca de 1.500 integrantes Via Campesina ocuparam a ferrovia da Vale em Governador Valadares, para que a mineradora abra negociação com as 500 famílias da comunidade Pedra Corrida, que será desalojada pela barragem de Baguari. Os manifestantes respeitaram decisão da Justiça e saíram da estrada de ferro no final da tarde.
No Rio, cerca de 400 integrantes de movimentos sociais fizeram manifestação na porta da sede da Vale. Eles arremessaram cerca de 200 cascas de bananas contra o prédio da empresa em protesto contra a privatização da mineradora e supostos danos ambientais causados pela Vale ao redor do país.
No Paraná, cerca de 700 manifestantes protestaram em frente a fábrica de fertilizantes Bunge em Araucária, região metropolitana de Curitiba.
No Rio Grande do Sul, cerca de 200 agricultores assentados e acampados marcharam até a Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, para denunciar práticas ilegais da transnacional de celulose Stora Enso.
Em Mato Grosso, cerca de 300 manifestantes realizaram um ato público em Diamantino, no encerramento de uma marcha de
Em Pernambuco, cerca de 500 trabalhadores rurais e índios Xukuru trancaram a BR-232 e outros 400 pessoas bloquearam a BR-110, que liga os municípios de Inajá e Ibimirim, contra o avanço da monocultura da cana.
Segundo Maria Costa, as atividades de mobilização da Via Campesina deverão continuar nos próximos dias. "Como essa é uma jornada política, ela é permanente. As ações terão continuidade sim, porque não podemos dar trégua. Enfrentamos desafios diários e permanentes, disse.
Índios se somam a Via Campesina na interditação dos trilhos da Vale em MG – O GLOBO
Plantão | Publicada em 12/06/2008 às 13h09m
O Globo
SÃO PAULO - Um grupo de índios krenak do município de Resplendor, em Minas Gerais, resolveu se somar aos manifestantes da Via Campesina e também ocupa os trilhos da Vale em Governador Valadares. De acordo com o Conselho Missionário Indigenista (Cimi), ligado à Igreja Católica, os índios exigem o fim do interdito proibitório e a indenização de suas terras tomadas pela Vale. Por isso, resolveram se unir "ao protesto e exigir suas históricas reivindicações da empresa".
"Toda a comunidade krenak local encontra-se desde junho de 2007 com interdito proibitório impetrado pela Companhia Vale, em função de seguidas mobilizações realizadas por eles desde 2005. No início de 2007 eles prenderam um diretor da empresa, e obtiveram como resposta um interdito proibitório que lhes impede de aproximar a menos de
Os trilhos da ferrovia da Vale foram interditados em Governador Valadares pela Via Campesina nesta quinta-feira. O trem fazia o trajeto de Belo Horizonte a Vitória e é usado diariamente por mil pessoas.
Segundo o Cimi, "um diretor da Vale apareceu no local disposto a iniciar o diálogo, mas até o momento esse ainda não ocorreu. Os manifestantes querem que a negociação ocorra com a presença de representante do Ministério Público, do Governo do Estado, Governo Federal, além da própria empresa".
Manifestantes do MST desocupam ferrovia em Minas - VALOR
Plantão | Publicada em 12/06/2008 às 18h43m
Valor Online
SÃO PAULO - Os cerca de 300 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupavam desde a manhã de hoje um trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), deixaram o local há pouco mais de uma hora, segundo informação da mineradora Vale do Rio Doce.
Ainda de acordo com a Vale, a Justiça Estadual da Comarca de Governador Valadares (MG), onde fica o trecho ocupado, deferiu liminar contra a ocupação, o que determinou a reintegração de posse da ferrovia.
Durante as pouco mais de dez horas de ocupação da ferrovia, cerca de 420 mil toneladas de cargas deixaram de ser transportadas, segundo a Vale, que considera as ocupações criminosas.
(Valor Online)
Após decisão da Justiça, manifestantes desocupam estrada de ferro usada pela Vale em Minas
Plantão | Publicada em 12/06/2008 às 18h14m
Globominas.com
BELO HORIZONTE - A estrada de ferro Vitória a Minas, usada pela Vale, foi desocupada por volta das 16h20m desta quinta-feira. Os manifestantes deixaram a ferrovia após o juiz Amaury Silva, de Governador Valadares, no leste de Minas, concedeu uma liminar que determinou a reintegração de posse da ferrovia a Vale.
A retirada dos integrantes de grupos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais SemTerra foi feita com acompanhamento da Polícia Militar, mas não houve tumulto. Apesar da desocupação, representantes da empresa e do movimento não entraram em acordo.
Os manifestantes bloquearam por cerca de dez horas um trecho da ferrovia localizado na zona rural de Governador Valadares. Eles pediam indenização pelos prejuízos causados pelas barragens construídas pela Vale na região, além do assentamento das famílias retiradas desses locais.
Em nota oficial, a Vale, responsável pela ferrovia, informou que cerca de mil pessoas deixaram de embarcar nesta quinta-feira. A empresa informou, ainda, que os passageiros puderam remarcar os bilhetes ou obter o dinheiro de volta.
Movimentos sociais ocupam estrada de ferro em Governador Valadares![]()
12/06/2008 09h45
ANA PAULA DE MORAES
GOVERNADOR VALADARES - Cerca de 100 pessoas, ligadas a movimentos sociais - como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, a Via Campesina e o Movimento dos Atingidos por Barragens -, ocupam a linha férrea da mineradora Vale em Governador Valadares, no Leste de Minas, desde as 6h15 da manhã desta quinta-feira. Conforme o soldado Weverson Pimentel, da Polícia Militar (PM) da cidade, eles colocaram dormentes de madeira na linha, no Km 339, e obrigaram um trem a parar.
Militares em um microônibus e seis viaturas da PM acompanham o protesto, que é pacífico. Os manifestantes pedem a reestatização da Vale - privatizada nos anos 1990, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso - e a indenização dos prejuízos causados pelas barragens para a construção de usinas hidrelétricas.
A Vale divulgou uma nota em que informa que o trem de passageiros que saiu de Belo Horizonte sentido Vitória, no Espírito Santo, circulará até a estação ferroviária de Ipatinga, na região mineira do Vale do Aço. O trem que partiu de Vitória sentido Belo Horizonte seguirá até Governador Valadares. Cerca de 1.000 pessoas deixaram de embarcar nesta quinta-feira, nos dois sentidos, devido à invasão da linha férrea. Trinta trens de carga também deixaram de circular.
Esta notícia foi atualizada às 10h45.
MST desocupa ferrovia da Vale
| SÃO PAULO, 12 de junho de 2008 - Os 300 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desocuparam na tarde de hoje a Estrada de Ferro Vitória a Minas, no km 339 da ferrovia, na zona rural de Governador Valadares (MG). A Justiça Estadual da Comarca de Governador Valadares deferiu uma liminar contra os invasores, determinando a reintegração de posse da ferrovia. Foram mais de 10 horas de interrupção, o que prejudicou o transporte ferroviário de minério de ferro e outras cargas e de mais de mil passageiros que utilizam o trem como meio de transporte. Mais de 30 composições, transportando em média 14 mil toneladas cada, deixaram de circular. Por dia, cerca de 70 trens circulam no sentido Vitória - Belo Horizonte e Belo Horizonte - Vitória; ´A Vale reitera que considera criminosas ações dessa natureza e reafirma sua confiança no Poder Judiciário para o restabelecimento da ordem, garantindo a segurança das operações ferroviárias e das comunidades onde atua´, diz um comunicado. Essa foi a 15ª invasão. (Redação - InvestNews) |
| [ 17:48 ] 12/06/2008 |

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