segunda-feira, 23 de junho de 2008

Estreia do programa soy loco por ti na Radio Popular Caracol fm 105.5
Textos para subsidiar discussão:
Rádios livres na América Latina: Machado, Arlindo. Rádios livres a reforma agrária no ar. Pgs 95-122. Posso deixar um xérox com quem quiser
Che 80 anos
Qualquer biografia de internet mesmo só para ter em mãos alguma data, etc. A que segue é fraquinha...
Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Guevara foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa. Sua mãe foi a principal responsável por sua formação porque, mesmo sendo católica, mantinha em casa um ambiente de esquerda e sempre estava cercada por mulheres politizadas.

Desde pequeno, Ernestito - como era chamado - sofria ataques de asma e por essa razão, aos 12 anos, se mudou com a família para as serras de Córdoba, onde morou perto de uma favela. A discriminação para com os mais pobres era comum à classe média argentina, porém Che não se importava e fez várias amizades com os favelados. Estudou grande parte do ensino fundamental em casa com sua mãe. Na biblioteca de sua casa - que reunia cerca de 3000 livros - havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência.

Em 1947, Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença, desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra.

Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito para o argentino, cultivado até a sua morte.

No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu se tornar um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e se identificou com a luta dos camponeses por uma vida melhor. Mais tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Foi convocado para o exército, porém, no momento estava incompatibilizado com a ideologia peronista. Não admitia ter de defender um governo autoritário. Portanto, no dia da inspeção médica, tomou um banho gelado antes de sair de casa e na hora do exame teve um ataque de asma. Foi considerado inapto e dispensado.

Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu novo amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu sua futura esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e Ñico Lopez, que, futuramente, o apresentaria a Raúl Castro no México.

Na Guatemala, Arbenz Guzmán, o presidente esquerdista moderado, comandava uma ousada reforma agrária. Porém, os EUA, descontentes com tal ato que tiraria terras improdutivas de suas empresas concedendo-as aos famintos camponeses, planejou um golpe bem sucedido colocando no governo uma ditadura militar manipulada pelos yankees. Che ficou inconformado com a facilidade norte-americana de dominar o país e com a apatia dos guatemaltecos. A partir desse momento, se convenceu da necessidade de tomar a iniciativa contra o cruel imperialismo.

Com o clima tenso na Guatemala e perseguido pela ditadura, Che foi para o México. Alguns relatos dizem que corria risco de vida no território guatemalteco, mas essa ida ao México já estava planejada. Lá lecionava em uma universidade e trabalhava no Hospital Geral da Cidade do México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl, que se encontrava refugiado no México após a fracassada revolução em Cuba em 1953, se tornou rapidamente amigo de Che. Depois, Raúl apresentou Che a seu irmão mais velho Fidel que, do mesmo modo, tornou-se amigo instantaneamente. Tiveram a famosa conversa de uma noite inteira onde debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder
em Cuba.

A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e se refugiam na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos.

Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África. Da revolução em Cuba até sua morte, amargou três mal-sucedidas expedições guerrilheiras. A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada. A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo. E por fim na Bolívia, onde acabaria executado.

Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. Seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.

Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano, treinados pelos Estados Unidos.

Sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas.

Os boatos que cercaram a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade do guerrilheiro. A confusão culminou no desaparecimento dos seus restos mortais, encontrados apenas em 1997, quando o mundo recordava os trinta anos de sua morte, sob o terreno do aeroporto de Vallegrande. O corpo estava sem as mãos, amputadas para reconhecimento poucos dias depois da morte, e contrabandeadas para Cuba.

Em 17 de outubro de 1997, Che foi enterrado com pompas na cidade cubana de Santa Clara (onde liderou uma batalha decisiva para a derrubada de Batista), com a presença da família e de Fidel. Embora seus ideais sejam românticos aos olhos de um mundo globalizado, ele se transformou num ícone na história das revoluções do século XX e num exemplo de coerência política. Sua morte determinou o nascimento de um mito, até hoje símbolo de resistência para os países latino-americanos.
Miles de jóvenes acampan en Rosario para esperar aniversario de natalicio del Che
Miles de jóvenes latinoamericanos acampan este viernes en la ciudad argentina de Rosario (noreste), en la cual nació el guerrillero Ernesto Che Guevara, en vísperas de la celebración de los 80 años de su natalicio y donde se emplazará una monumental escultura del revolucionario.
Los jóvenes provenientes de Argentina, Brasil, Colombia, Cuba, Uruguay y Venezuela, desplegaron sus tiendas en un predio localizado en el centro de Rosario, ciudad portuaria de un millón de habitantes localizada a 300 kilómetros al norte de Buenos Aires.
"El Che es un referente para los jóvenes del continente. Vinimos hasta la ciudad donde nació para conmemorar su lucha por la soberanía y la liberación de nuestros pueblos", dijo Julio César Hincapié Betancourth, un colombiano de 39 años que vive desde 2006 en Buenos Aires.
Las coloridas carpas juveniles, instaladas en la sede de la ex Sociedad Rural, en pleno centro de Rosario, se ven más vistosas por la lluvia de banderas suramericanas que adornan los campamentos.
Para los brasileños Rosalía Silva (30) y Pablo Oliveira (38), el Che representa "una visión actual del hombre nuevo, un ejemplo de lucha por un mundo diferente, mejor. También nos interesa el legado educativo del Che, su visión humanista", explicaron los jóvenes que militan en la Red de Educación Ciudadana de Brasil.
El campamento, que reúne a representantes de las juventudes de diferentes movimientos sociales de países suramericanos, es una más de las decenas de actividades organizadas en Rosario para celebrar el 80 aniversario del nacimiento del guerrillero, asesinado en Bolivia en 1967 por órdenes de la Agencia Central de Inteligencia (CIA) de Estados Unidos.
Además de la inauguración de la estatua, se realizarán paneles académicos, torneos infantiles de ajedrez (uno de los juegos favoritos del Che) y un recital en los alrededores del Parque de la Bandera, a orillas del río Paraná.
Ernesto Guevara nació el 14 de junio 1928 en Rosario casi por casualidad. Su familia viajaba en barco por el río Paraná desde la selvática provincia de Misiones, en el extremo noreste del país, hacia Buenos Aires, y Ernesto nació durante una parada en esta ciudad.
La escultura del Che, de cuatro metros de altura y tres toneladas de peso, fue hecha de bronce por el artista plástico argentino Andrés Zerneri, quien para reunir el material recogió donaciones de 75 mil llaves y otras piezas pequeñas de unas 15 mil personas de varios países.
TeleSUR - Afp - Rosario Net / mm - SB
Escultura de ''chatarra'' eterniza al comandante Che Guevara en La Paz


Afirmando sus pies y un fusil sobre la cabeza y el cuerpo de un águila vencida, el Che está en actitud de combate. (Foto:TeleSUR)
El momumento, elaborado con desechos metálicos, está siendo levantado en la Ceja, que es el punto donde se unen las ciudades de El Alto y La Paz. Su fusil está plasmado con cartuchos de proyectil y en su pecho sobresalen tuercas, pernos y engranajes.



Una escultura de siete metros de altura y casi cinco de ancho, elaborada con materiales de desecho y "chatarra" metálica, fuer erigido en La Paz por el escultor boliviano Félix Durán Zuazo. Éste es el monumento más grande hasta ahora en América Latina y en el mundo en homenaje a Ernesto Che Guevara.
"En la escultura estamos tomando ciertos elementos y símbolos, como ser el águila, el fusil, el traje de campaña y las palomas", explicó el escultor a TeleSUR.
El momumento está siendo levantado en la Ceja, que es el punto donde se unen las ciudades de El Alto y La Paz y que, a su vez, es centro de encuentro social y político de la población capitalina.
Desde los 4 mil 800 metros de altura, la estatua deErnesto Guevara mirará a la ciudad de La Paz.
Según reporta el corresponsal de TeleSUR en Bolivia, Freddy Morales, la idea de levantar un monumento al "Comandante" es una vieja aspiración de los hombres y mujeres bolivianos.
El día que se cumplieron 20 años de su asesinato, se inició una tradición: estudiantes de toda América y de otros continentes se reunen en la localidad de La Higuera para rendirle homenaje.
Allí se colocaba un busto pequeño y se realizaba una vigilia con mensajes políticos y música de protesta, un improvisado monumentos que en menos de una semana era destruido por los militares.
"Tupa" el escultor
Tupa, nombre artístico del escultor, es un joven egresado de la Carrera de Bellas Artes de la universidad pública de La Paz (UMSA) en 1989. Se define como obrero del dibujo, la pintura y la escultura.
Asegura que es compañero del pincel, la brocha, el martillo, el fierro y la arcilla. Con esas herramientas y con esos materiales construye su mundo, que es un "mundo para todos". La efigie ha sido construida con técnicas de soldadura, usando como materia prima piezas y restos de vehículos y maquinarias.
Afirmando sus pies y un fusil sobre la cabeza y el cuerpo de un águila vencida, el Che está en actitud de combate. Significativamente, el fusil está plasmado con cartuchos de proyectil y en su pecho sobresalen tuercas, pernos y engranajes que expresan esfuerzo, constancia y decisión.
"La chatarra es una buena opción digamos, abaratando costos para poder realizar este tipo de monumentos. Aparte de que te da una plastidicidad dentro de los elementos que se pueden manejar. una vez que tu puedas ver, no es una estatua fría como las que tenemos de bronce en toda la ciudad", manifestó Tupa.
El artista también destaca el material con el que forjó el homenaje y su admiración al guerrillero: "la chatarra es una buena opción digamos, abaratando costos para poder realizar este tipo de monumentos... no es una estatua fría como las que tenemos de bronce en toda la ciudad".
Eternizar lo eterno
Gustavo Torrico, diputado del partido Movimiento al Socialismo (MAS), manifestó a TeleSUR que la obra busca "eternizar, aunque eternizado ya está el comandante. Es mostrar nuestro respeto, nuestro cariño, nuestro agradecimiento, a todo lo que ha dignificado el Che y lo que significa para nosotros en el pensamiento revolucionario".
Por su parte, el senador de MAS Antonio Peredo declaró que "la chatarra adquiere una dimensión importantísima cuando está representando de la forma en que está este monumento. Está representando la lucha de los pueblos latinoamericanos".
El legendario revolucionario Ernesto "Che" Guevara de la Serna, su nombre de cuna, cumpliría este 14 de junio 80 años de edad y toda Latinoamerica realiza actos en conmemoración del natalicio.
Nacido en la ciudad argentina de Rosario, provincia de Santa Fé, vivió en esta localidad sus primeros años de infancia. Culminó sus estudios de medicina en la Universidad Nacional de Buenos Aires (UNB) en el año de 1953.
Ya convertido en el legendario revolucionario, el Che Guevara estuvo en Bolivia en el año 1966, en el proceso de preparación del movimiento que lideró y que es conocido como la Guerrilla de Ñancahuazú en las tierras bajas de este país.
La Higuera vive dia de homenagem ao Che Guevara
Frank Marín Vergara, enviado especial
Vallegrande, Bolívia, 14 jun (PL) A pequena localidade boliviana de La Higuera retomará por 24 horas sua fama mundial, quando celebre hoje o 80º aniversário do natalício do combatente argentino-cubano Ernesto Che Guevara.
No povoado onde foi assassinado em 8 de outubro de 1967 – enquanto lutava na região leste desta nação andina- cubanos cooperantes em diferentes esferas prestarão tributo ao Che numa singela cerimônia.
Segundo adiantaram à Prensa Latina os organizadores, na velada será realizada a entrega de novos equipamentos médicos para o centro de apoio vital avançado, no qual os médicos da Ilha atendem de maneira gratuita aos habitantes dessa intrincada comunidade.
Igualmente, representantes da colaboração caribenha na alfabetização, saúde e a revolução energética expressarão sua admiração pelo guerrilheiro, que desempenhou um papel preponderante no triunfo da Revolução cubana em janeiro de 1959.
Ademais, membros da Fundação Che Guevara e autoridades locais homenagearão a uma das figuras centrais da história contemporânea, nascida em 14 de junho de 1928 na cidade argentina de Rosário.
Ontem, um grupo de cooperantes destacou a influência do exemplo de Guevara em seu trabalho, durante um ato no mausoléu construído no povoado de Vallegrande em homenagem ao insigne lutador e os membros de sua guerrilha neste país.
Em sua intervenção, o embaixador da nação caribenha em La Paz, Rafael Dausá, ressaltou o internacionalismo de Che, uma grande fonte de inspiração para o contingente de cubanos que há mais de dois anos trabalham em terras bolivianas.
Durante as seguintes semanas prosseguirá a jornada de homenagem com a inauguração de uma estátua gigante na cidade de El Alto, a reedição de livros dedicados a sua pessoa e a estréia de um audiovisual.
As obras reeditadas serão De Ñancahuazú à Higuera, de Froilán González e Adys Cupull, O pensamento político de Che Guevara, de María do Carmen Ariet, e O grande rebelde, de Gustavo Sánchez e Luis González.
Dessa forma, será inaugurado o Fundo Cultural Che Guevara, que se dedicará à difusão da obra do célebre combatente nesta nação sul-americana.
Por sua vez, o estatal Canal 7 apresentará um audiovisual que recria parte da vida de um dos referenciais da luta pela emancipação da América Latina.
Quarta Frota:
OS PATRIOTAS E A QUARTA FROTA AMERICANA
Atualizado e Publicado em 13 de maio de 2008 às 22:49
Por Altamiro Borges*
Os graves incidentes na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, fizeram ressurgir o debate sobre a soberania nacional e a integridade territorial do país. Diante deste tema estratégico, que merecia tratamento mais equilibrado, alguns se aproveitaram para lançar confusão na sociedade. Até quem não tem qualquer compromisso com a nação e com seu sofrido povo resolveu posar de patriota para justificar a violência contra os indígenas. É o caso do sinistro prefeito de Pacaraima, Paulo Quartieiro, que preside o entreguista Demo (ex-PFL) e armou a sua milícia de jagunços.
O curioso é que nesta mesma semana os EUA anunciaram que irão reativar a sua Quarta Frota na América Latina. Diante desta decisão, que realmente coloca em risco a soberania e a integridade dos países da região, não houve gritaria. A mídia burguesa, sempre tão servil ao império, não deu qualquer destaque à notícia. Poucos foram os autênticos patriotas que levantaram sua voz contra a crescente de militarização na América Latina. Vale destacar a postura revolucionária de Fidel Castro e da nova presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), a brasileira Socorro Gomes.
"Recado à Venezuela e à região"
Nas suas "reflexões" no jornal Granma, o líder cubano lembra que a 4ª Frota de Intervenção dos EUA foi criada em 1943 para combater os submarinos nazistas durante a II Guerra Mundial. Em 1950, foi desativada por ser desnecessária. "Porém, 58 anos depois, ela acaba de renascer e não é preciso esforço para mostrar seus fins intervencionistas. Os próprios chefes militares o divulgam em suas declarações, de forma natural, espontânea e até direta". O chefe do Comando Sul, James Stavrides, afirmou que o aparato militar ajuda no "mercado de idéias a ganhar corações e mentes das populações da região". Já o diretor de operações navais, almirante Gary Roughead, informou que o objetivo da 4ª Frota é "combater o terrorismo e as atividades ilícitas no continente".
Fidel Castro chama a atenção de que o anúncio do retomada da 4ª Frota ocorreu em abril, poucas semanas após a Colômbia invadir o território do Equador, "com armas e tecnologias dos EUA, o que causou profunda repulsa entre os líderes latino-americanos na reunião do Grupo do Rio". Outra coincidência é que a decisão surge "quando é quase unânime o repúdio à desintegração da Bolívia promovida pelos EUA" e estimulada pelo seu embaixador no país, Philip Goldberg. Para o líder cubano, não há dúvida de que a retomada das operações navais visa intimidar os governos progressistas da América Latina. "É um recado à Venezuela e ao resto da região".
A "guerra preventiva" de Bush
No mesmo rumo, Socorro Gomes, dirigente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) e eleita presidente do CMP, condenou a iniciativa dos EUA. "O anúncio da recriação da Quarta Frota, destinada a realizar missões navais agressivas nas regiões do Caribe, América Central e América do Sul, é uma grave ameaça à paz, à segurança e à soberania dos povos da nossa região. Recentemente, ao respaldar a ação militar da Colômbia em território equatoriano, o governo dos EUA intentou dar vigência no continente aos pressupostos da guerra preventiva, uma doutrina fascista a serviço do terrorismo do Estado".
"Agora, com o restabelecimento da 4ª Frota, os EUA fomentam a militarização do continente, a corrida armamentista e a ameaça nuclear, já que ela é equipada com porta-aviões nucleares. Tal medida merece nosso mais veemente repúdio. É o que se espera dos governos progressistas, dos movimentos populares e das lideranças patrióticas de toda a região", afirmou. Socorro também criticou os recentes exercícios navais dos EUA em águas territoriais brasileiras e argentinas, na chamada operação conjunta Unitas. O exercício teve como principal equipamento o porta-aviões George Washington, considerado a maior arma de guerra da atualidade - ele transporta em seus aviões de seis a dez bombas nucleares e torpedos Tomahawks.
"A consciência patriótica não pode aceitar estes exercícios como atos de rotina. O seu caráter é agressivo. Sua existência e realização freqüente aviltam a soberania dos países que servem como cenário das operações. A 4ª Frota como força intervencionista e os exercícios no Atlântico Sul fazem parte da política de guerra do imperialismo ianque, contra a qual se ergue a consciência democrática, independentista e pacifista dos latino-americanos". No caso dos exercícios navais, a própria Constituição, no seu artigo 21, afirma que "toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional".
O medo dos "regimes esquerdistas"
O objetivo intervencionista da 4ª Frota e dos exercícios conjuntos, criticado por Fidel Castro e Socorro Gomes e subestimado por alguns patriotas, foi reconhecido pelo próprio jornal Gazeta Mercantil, que faz a cabeça da elite. "Essa decisão chega quando os regimes esquerdistas eleitos pelo voto popular, como o do presidente Hugo Chávez, contestam cada vez mais a influência norte-americana na América Latina e no Caribe. Além disso, os países sul-americanos, entre eles Venezuela, Brasil e Equador, estão aumentando os seus gastos militares".
A 4ª Frota deverá entrar em operação em 1º de junho. Ela terá sob sua responsabilidade mais de 30 países do continente, cobrindo 15,6 milhões de milhas. O imperialismo ianque tem hoje dez porta-aviões do tipo Nimitz, com capacidade de deslocamento de 101 mil a 104 mil toneladas de carga, incluindo 90 aviões e dois reatores nucleares. O último construído leva o nome de George H.W. Bush, pai do atual presidente-terrorista, e entrará em operação em dois meses. Segundo o Pentágono, os exercícios conjuntos em abril já fazem parte do plano de implantação da 4ª Frota.
Como afirma Fidel Castro, "nenhum país do mundo possui um único navio semelhantes a estes, todos equipados com sofisticadas armas nucleares, que podem se aproximar até poucas milhas de qualquer um dos nossos países. O próximo porta-aviões, o Gerald Ford, terá tecnologia Stealth, invisível aos radares... Os porta-aviões e a bombas nucleares que ameaçam nossos países servem para semear o terror e a morte, mas não para combater o terrorismo. Deveriam servir ainda para envergonhar os cúmplices do império e multiplicar as atividades de solidariedade aos povos".
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* Diretor de Pesquisas do Cebrapaz, jornalista e autor do livro recém-lançado "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi).

Resposta Venezuelana:
Los componentes de la Fuerza Armada venezolana, Aviación y Armada, realizaron este viernes una maniobra militar conjunta que contempló el lanzamiento de misiles desde un avión de fabricación rusa y desde una fragata, así como la detonación de una bomba KAB de 500 kilogramos, en aguas territoriales frente a la base naval de la isla La Orchila, 185 km al norte de Caracas, en el mar Caribe.
La actividad denominada "Patria Socialista 2008" forma parte de las estrategias de defensa y soberanía que adelanta el Gobierno venezolano. El ministro de Defensa, Gustavo Rangel Briceño, expresó su satisfacción por la realización de la maniobra al tiempo que indicó que Venezuela está adquiriendo "los recursos mínimos elementales para garantizar nuestra seguridad". Aclaró que los nuevos armamentos "no vienen a transformarse de ninguna manera en una carrera armamentista", como han pretendido hacer ver sectores opositores al Gobierno venezolano.
Resaltó que muchas de las compras de armamentos militares que ha realizado recientemente Venezuela "se deben a ese atropello desde el norte, fundamentalmente orientado desde Estados Unidos, sobre el país en la negativa de vendernos armamento nuevo, repuestos y eso afectaba el mantenimiento de las líneas de entrenamiento", manifestó.
Rangel Briceño explicó que "la visión política que tiene el Estado venezolano de la seguridad y defensa está respaldada por los otros factores que vienen en toda la dinámica y el desarrollo del país", subrayó el ministro de Defensa. Las maniobras realizadas en aguas venezolanas estuvieron basadas en el lanzamiento del primer misil de combate de los aviones rusos Sukhoi 30 y una práctica de fuego desde una fragata misilística de la Armada Bolivariana.
Los misiles X-59, X-29 y X-3, lanzados a modo de prueba, tienen un alcance entre 30 y 115 kilómetros aproximadamente, y una vez lanzados pueden alcanzar tres veces la velocidad del sonido.En la actualidad, Venezuela posee 20 aviones Sukhoi 30 y próximamente arribarán al país cuatro cazas multipropósito rusos más para completar la flota venezolana. Esta maniobra se realiza a tan solo semanas de que un avión estadounidense sobrevolara, sin autorización de las autoridades venezolanas, la isla La Orchila, cuyo acceso está restringido al Presidente de la República y a altos oficiales gubernamentales.
La acción ilegal estadounidense, aseguró el presidente Hugo Chávez, no fue un error de navegación, como argumentó posteriormente Estados Unidos, sino que era para espiar y comprobar la capacidad de respuesta de Venezuela.
Eua dá asilo a genocida boliviano
Asilo político otorgado por EEUU a ex ministro Sánchez Berzaín causa malestar en Bolivia
Por: TeleSUR
Fecha de publicación: 06/06/08

06 de junio 2008. - La condición de asilo político otorgado por Estados Unidos al ex ministro de Defensa boliviano, Carlos Sánchez Berzaín, acusado de genocidio durante el gobierno del ex presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, generó disgusto en Bolivia pues, según las autoridades de ese país, el gobierno estadounidense se ha convertido en protector de delincuentes.
El ex ministro reveló, durante una entrevista exclusiva con Radio Flores, que hace más de un año obtuvo la condición de refugiado político en Estados Unidos, a donde huyó tras las manifestaciones de octubre de 2003, que desencadenaron la salida del poder de Sánchez de Lozada.
"El asilo político representa que yo soy un perseguido político y no puedo volver a mi país porque no hay las garantías para que me defienda", justificó Berzaín.
Este jueves, durante un acto en el Palacio de Gobierno, el presidente de Bolivia, Evo Morales, cuestionó la decisión del gobierno estadounidense de proteger al ex ministro de Defensa.
"No es posible que el gobierno de Estados Unidos sea el protector de los delincuentes, protector de la gente que ha hecho mucho daño, no solo en Bolivia, sino en Latinoamérica", expresó Morales.
El mandatario boliviano indicó que es necesario que todos los gobiernos hagan un aporte para hacer justicia.
Por su parte, el viceministro boliviano de Coordinación con los Movimientos Sociales, Sacha Llorenti, en rueda de prensa dijo que Estados Unidos le estaría haciendo un favor al cerco de encubrimiento e impunidad al juicio en contra de los principales responsables de la masacre.
Ricardo Sánchez, dirigente del Movimiento Al Socialismo, expresó que con esta acción "Estados Unidos está confirmando que es un asilo de terroristas, un asilo de delincuentes".
Antonio Peredo, senador del MAS, recordó que "cuando Venezuela pidió la extradición del dictador Pérez Jiménez, lo declararon asilado político, los dictadores son asilados políticos en Estados Unidos", enfatizó.
Se sospecha que la condición de asilo otorgado a Sánchez Berzaín también favorece al ex presidente boliviano, Gonzalo Sánchez de Lozada.
El Gobierno boliviano solicitó este año a las autoridades estadounidenses la extradición de Sánchez de Lozada y de Barzaín para que respondan por los delitos que se le imputan.
En octubre de 2003, una rebelión popular se opuso firmemente a la enajenación del gas y su posterior venta a Estados Unidos por un puerto chileno; además demandó la convocatoria a
la Asamblea Constituyente.
La reacción del entonces presidente Gonzalo Sánchez de Lozada fue una dura represión militar que causó la muerte de 65 personas y dejó al menos 400 heridas; de estas, otras nueve víctimas fallecieron por las graves secuelas de sus lesiones.
Tanto Sánchez de Lozada como Berzaín presentan una demanda civil por los representantes de las víctimas de los sucesos, que acusan a ambos de genocidio por haber ordenado la represión.
Sin embargo, durante la entrevista, Berzaín manifestó que la acusación de genocidio que pesa sobre él y Sánchez de Lozada ofende la racionalidad jurídica.
El ex ministro es uno de los acusados más requeridos en el juicio de responsabilidades que se tramita desde hace cuatro años.
Eua, maior carcereiro do mundo
06 de junio 2008. - Estados Unidos tiene 2,3 millones de personas tras las rejas, más que cualquier otro país en el mundo y más que nunca en su historia, dijo este viernes la organización humanitaria Human Rights Watch (HRW).
El número representa un porcentaje de encarcelación de 762 personas cada 100 mil residentes, comparado con 152 cada 100 mil del Reino Unido, 108 en Canadá y 91 en Francia, explicó HRW por medio de un comunicado de prensa en el cual comenta las cifras que divulgó este viernes el Departamento de Justicia.
"Las nuevas cifras confirman a Estados Unidos como el principal carcelero del mundo", asegura David Fahti, director del programa de HRW para ese país. "Los estadounidenses deben preguntarse por qué su país encarcela tanta más gente que Canadá, el Reino Unido y otras democracias", agrega.
Las cifras también revelan un marcado desequilibrio racial entre la población carcelaria. Casi el 11por ciento de los hombres negros de entre 30 y 34 años de edad está en prisión, de acuerdo al Departamento de Justicia.
"Pese a que los blancos, al ser más numerosos, constituyen la gran mayoría de los que usan drogas, el 54 por ciento de las personas que ingresan a una cárcel por un nuevo delito de drogas es negro", asegura HRW.
Tesouro Peruano disputado por Espanha e empresa caça tesouros
España y la empresa estadounidense "Odyssey", se encuentran enfrentadas en un tribunal del estado Florida, al sur de Estados Unidos, por el tesoro en monedas de oro del siglo XVII procedentes supuestamente a un galeón español encontrado en 2007 por la caza tesoros norteamericana.
A finales de semana, el juez que lleva la causa le dio a Madrid un plazo de 60 días para que presente sus alegatos justificados en el principio de inmunidad soberana de la fragata Nuestra Señora de las Mercedes que, según han establecido las autoridades españolas, es el barco de donde Odyssey extrajo en mayo del pasado año un tesoro valorado en 500 millones de euros.
El Gobierno español se ha mostrado "muy satisfecho", ya que considera que el juez "reconoce la absoluta prioridad que se debe dar a la cuestión de inmunidad soberana de los buques de guerra" españoles, tal y como solicitó el abogado James Goold, que defiende los intereses de España ante el Tribunal de Tampa.
Pero Odyssey considera "precipitadas" las conclusiones de España, ya que sostiene que no existen aún pruebas 'suficientes' para afirmar que el cargamento procede de la fragata Nuestra Señora de las Mercedes.
Además, la empresa norteamericana asegura que, aún en el caso de que España pruebe que el cargamento extraído procedía de este navío, la fragata transportaba en su mayor parte mercancía privada y se encontraba en una misión comercial en el momento de su hundimiento, por lo que "no estaría sujeta a inmunidad soberana".
Nuestra Señora de las Mercedes, perteneciente a la armada española se hundió en 1804 en las costas de Portugal, sin embargo este provenía de Perú, país suramericano que reclama la pertenencia del tesoro pues fue acuñado y salió de ese país.
En 1804, cuando Perú aún era virreinato y estaba bajo el látigo español, el oro y la plata salían del puerto del Callao hacía el de Sevilla. Los tesoros peruanos tenían dos dueños, el concesionario de la mina y el rey de España.
Ahora, 204 años después, la historia es similar: el gobierno español y la empresa que encontró el galeón hundido, se pelean por la propiedad del hallazgo, que fue labrado con el oro peruano.
Para el almirante Fernando Casaretto, director del Museo Naval de Perú, el tesoro que ahora se reclaman es el fruto de la sangre de miles de mineros esclavizados hasta la muerte para extraer el oro necesario y si es devuelto a las arcas peruanas sería una pequeñísima parte de lo que los españoles saquearon en toda América Latina.
"Ese Virreinato que fue esclavizante, que fue genocida, mineros esclavizados hasta la muerte para obtener oro y plata peruana, ese gobierno era ilegítimo y entonces si el Perú interviene, pues con justa razón porque sería una millonésima parte, micro millonésima parte de lo que en 300 años, justamente 275, fueron tesoros peruanos pero sobre todo sangre de peruanos que murieron en este genocidio", enfatizó.
Casaretto está instando al gobierno de Lima para que esta reclame el tesoro del galeón español.
A pesar de haberse encontrado en aguas portuguesas, Jaime Delgado, representante de la Asociación de Defensa del Consumidor, afirma que las monedas fueron acuñadas en Perú por lo que la fortuna debe retornar a sus verdaderos dueños.
"El oro es peruano, las monedas fueron acuñadas en Perú entonces nosotros nos hemos dirigido al Instituto Nacional de Cultura, a Cancillería mediante comunicaciones y seguimos enviando otras comunicaciones a distintas autoridades para pedirles que nuestro Gobierno que representa al Estado peruano se haga parte en este proceso lamentablemente no hemos tenido todavía una", expuso.
Si el Perú no reclama la propiedad del oro y la plata encontrados, el gobierno español junto con la empresa norteamericana "Odysey" pueden llegar a un acuerdo y repartirse este tesoro.
Desde que llegaron a América en 1452, se calcula que la corona española saqueó unas dos billones de onzas sólo de oro.

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