terça-feira, 22 de julho de 2008

Bunge Alimentos vai a leilão dia 22

Toda a unidade da empresa Bunge Alimentos, localizada no Porto de Suape, será leiloada no próximo dia 22, por determinação judicial da 1ª Vara dos Executivos Fiscais de Pernambuco, já que a empresa tem uma dívida fiscal de R$ 43 milhões. O complexo da Bunge, que conta com as fábricas de óleo de cozinha e de margarina, irá a leilão com todos os bens, incluindo equipamentos industriais, gleba de terra e edificações. O preço de partida anunciado é de aproximadamente R$ 88,5 milhões. Tendo a empresa colocado seu complexo à venda, como garantia do débito, o valor arrematado durante o leilão, caso exceda o total da dívida, será repassado à Bunge.


De acordo com o leiloeiro público oficial Carlos Frederico Canavarro, a produção das fábricas da Bunge, em Suape, representam 70% de toda produtividade da empresa em nível nacional. “O preço de avaliação do empreendimento é uma excelente oportunidade para empresas compradoras. Já recebemos muitas ligações de empresários do Nordeste e também da região Sudeste, que estão interessados em participar do leilão. Acredito que o valor estaria aquém do seu real preço. Na minha opinião para construir, hoje, uma estrutura daquelas se gastaria cerca de R$ 200 milhões. Além disso, as fábricas são robotizadas, metricamente climatizadas e informatizadas” , comentou Canavarro.


Ao lado do complexo que está sendo leiloado, a Bunge está construindo um moinho de trigo que deverá ficar pronto até o fim deste ano. No dia 22, o leilão acontece às 15h, no prédio da Procuradoria Geral do Estado, localizado na rua do Sol. A reportagem não conseguiu falar com representantes da empesa.

19.04.2008
Bens da Bunge podem ir a leilão

PGE-PE

http://www.pge. pe.gov.br/ opencms/opencms/ pge/noticias/ imprensa/ imprensa- 0005.html

Débito fiscal de R$ 43 milhões com a Secretaria da Fazenda gerou ação na Justiça. Juiz manteve venda de maquinário para quitar dívida com o Fisco

A Bunge Alimentos S.A. pode perder parte do patrimônio de uma de suas unidades no Estado. O motivo é uma briga judicial travada entre a Secretaria da Fazenda e a empresa. No centro do debate estão créditos tributários considerados inválidos pelos auditores da Sefaz, em 2003, e que geraram um débito de R$ 43 milhões, em valores atuais. No último dia 2, o juiz Lúcio Grassi de Gouveia assinou a sentença favorável ao prosseguimento de um leilão dos bens da empresa para quitar o débito junto ao caixa público. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

Questionada sobre o processo de nº 001.2005.003535- 6, que tramita desde fevereiro de 2005 na Justiça, a Bunge Alimentos S/A, uma das maiores investidoras privadas de Pernambuco, admite a briga, mas tenta minimizar o impacto da decisão judicial. Segundo nota enviada ao Jornal do Commercio, “trata-se apenas de uma discussão jurídica sobre uma diferença de entendimento do mérito de determinado tributo”. A Bunge informa que entrou com recurso e, por enquanto, não há decisão. De fato, o Tribunal de Justiça de Pernambuco confirma que, na primeira quinzena deste mês, a empresa entrou com mandado de segurança e com um agravo de instrumento para reverter a situação. Ainda não teve resposta.

O processo em questão tem como embargante a Bunge Alimentos S.A. na tentativa de vetar a execução fiscal determinada por meio do processo de nº 001.2004.026995- 8 ainda em 2004. Como o juiz Lúcio Grassi de Gouveia entendeu que não houve prova de que o débito fiscal não existe, manteve o leilão. Segundo a Procuradoria Geral do Estado, o governo apenas está buscando o imposto que acredita ser devido. Integrantes da Procuradoria da Fazenda Estadual dizem que o governo já está fazendo contato com empresas de leilão.

APORTE - A Bunge Alimentos S/A está construindo atualmente um dos maiores moinhos da América Latina, com capacidade para produção de 850 mil toneladas por ano de trigo e com um aporte de R$ 126 milhões. A promessa é de geração de 220 empregos diretos e outros mil indiretos. A expectativa é que até novembro deste ano a primeira etapa comece a operar. Para se ter idéia do tamanho do empreendimento, a Bunge possui um moinho no Porto do Recife com capacidade de movimentar 350 mil toneladas a cada ano.

Por Carla Seixas

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