Ações violentas contra rádios comunitárias na Bolívia
Em meio à crise política que afeta a Bolívia, a Associação Mundial de Rádios Comunitárias – América Latina e Caribe (Amarc-ALC) denuncia as graves violações aos direitos das pessoas de se comunicarem. Os atentados contra as rádios San Miguel de Riberalta, Beni; Alternativa de Santa Cruz de La Sierra; Juan XXIII de San Ignácio de Velasco; Aclo de Tarija; Parapeti de Camiri e outras, são ações deliberadas que buscam silenciar a população.
Uma operação para amedrontar o movimento social indígena e camponês, protagonistas principais do processo que vive a Bolívia, e que vêm construindo um projeto histórico em torno da comunicação cidadã.
Calar as rádios que defendem e promovem o respeito pelas liberdades individuais e coletivas é um modo de calar todo o país e seu projeto democrático. Os responsáveis por essas agressões são grupos minoritários que reagem em defesa dos seus privilégios e criam uma situação de terror.
Esses mesmos gruposque se levantam contra a integridade do Estado boliviano são os que querem calar as rádios que resistem ao saque e ao terror.
Chamamos o movimento de rádios comunitárias da América Latina e Caribe para romper o cerco de silêncio que pretendem impor esses grupos minoritários e antidemocráticos, para multiplicar as informações e atuar exigindo da comunidade internacional uma ação efetiva e imediata em apoio ao processo democrático dos irmãos bolivianos.
Manifestamos nosso inquebrantável compromisso e solidariedade com os homens e mulheres do movimento de rádios comunitárias e demais meios populares de informação da Bolívia em sua luta pela liberdade e direito à verdade.
AMARC - ALC
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