www.assembleiapopular.com.br ASSEMBLEIA POPULAR17/10 -12:00 h - Praça 07
MULHERES EM LUTA POR SOBERANIA ALIMENTAR E ENERGÉTICACONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA
“A PANELA TÁ VAZIA, OLHA O PREÇO DA ENERGIA E AINDA NOS CHAMAM DE BANDIDOS?CRIMINOSA É A POBREZA CAUSADA PELOS RICOS! SOMOS O POVO QUE OUSA LUTAR!” Vivemos num mundo baseado no sistema de produção que se mantém a partir da busca do lucro a qualquer custo.Tudo na nossa sociedade está sendo transformado em produtos lucrativos, comida, água, educação, saúde, lazer... NOSSA SOBREVIVENCIA VIROU MERCADORIA! E quem mais sai prejudicado nessa lógica, são as pessoas pobres e, entre as pessoas pobres, as mulheres e crianças são as maiores vítimas.
EXIGIMOS SOBERANIA ALIMENTAR E ENERGÉTICA! O dia 16 de outubro é comemorado como o dia do alimento, mas será mesmo que temos o que comemorar? A comida hoje não é vista como bem da humanidade, mas sim como um produto que gera muito lucro às empresas do agronegócio como BUNGE, CARGIL e às grandes distribuidoras e redes de supermercados como CARREFOUR e WALL MART, que estão entre as dez maiores empresas do Mundo. Queremos que o povo seja soberano, tenha poder de decidir sobre como e o que quer plantar, como colocar em circulação e preparar seus alimentos. No Brasil onde 32 milhões de pessoas ainda têm que conviver com a fome, é intolerável que se escolha investir na produção de grãos que virarão ração de galinhas e porcos europeus ou em cana e mamona para agrocombustível, enquanto nós mulheres, por historicamente sermos responsabilizadas pelo cuidado e alimentação, convivemos com a agonia do aumento dos preços de alimentos importantes para o povo, como por exemplo o feijão, convivemos com a agonia da fome, da falta de alimentos em nossas casas. A agricultura de exportação não serve para distribuir riqueza, gerar empregos, ou garantir alimentação saudável, e sim para gerar lucros para grandes empresas através da super-exploração do trabalho, das pessoas e do meio ambiente. Serve para impor um jeito de nos alimentarmos, e nos obrigar a importar a farinha do pão de cada dia e até o arroz. Ficamos à mercê dos preços do mercado internacional, que variam em função do preço do petróleo. O mesmo acontece com a nossa energia. Tanto o latifúndio agroexportador, como as barragens hidrelétricas ocupam grandes extensões de terras no Brasil. Terras controladas por empresas transnacionais como ALCOA, SUEZ, VALE, VOTORANTIM, SINGENTA e a MONSANTO. Por isso, quando falamos de soberania alimentar e energética, falamos também de soberania sobre nosso território, nosso país. Estão previstas mais de 1.443 hidrelétricas para os próximos anos no Brasil. A energia hídrica é umas das energias mais baratas na sua produção, e é vendida para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros como uma das mais caras do mundo e causa grande impacto para serem construídas uma vez que a construção de barragens já expulsou do Brasil mais de1,5 milhão de pessoas de suas terras e 70% dos atingidos não recebe nada . A maior parte das hidrelétricas não produz energia para ser usada nas nossas casas, mas sim para empresas que saqueiam nossas matérias primas para serem exportadas. Nas nossas casas ... somos nós mulheres que acabamos gastando a energia do nosso corpo no trabalho dobrado para “economizar” e não “prejudicar” a família, a panela também fica mais vazia pra fazer a tal da “economia”. Empresas como a VALE e a ALCOA têm privilégios no preço da luz, pagando quatro centavos(R$0,04) pelo kilowatt de energia, enquanto nós, trabalhadoras e trabalhadores pagamos cinquenta e seis centavos (R$0,56)! Em Minas Gerais, a CEMIG ignora a Lei 10.438, de 2002, que prevê a tarifa social para aqueles consumidores que consomem até 180kWh/mês. Exigimos a insenção de 100 KW de energia mensal, energia de qualidade e soberana. Um novo modelo energético, que rompa com a dependência do petróleo, e que esteja a serviço do POVO brasileiro.
CRIMINOSO É QUEM CAUSA A POBREZA!!!! A sociedade em que vivemos se sustenta na exploração de homens e mulheres e na desigualdade de oportunidades. Assim, ela gera uma massa de excluídos, que não têm acesso à sobrevivência digna. O Estado brasileiro lida de duas formas com o excluídos: uma são políticas compensatórias, que não vão na raiz do problema e têm a função de apaziguar a população pobre; a outra é transformar a pobreza em crime. Alémde não garantir o trabalho, o Estado prende, bate e tortura mulheres e homens, em sua maioria negros e negras. Também persegue e encarcera aqueles que lutam, em seus movimentos, por justiça, igualdade e cumprimento das leis. E olha que a repressão à pobreza não acontece só no Brasil. O Exército Brasileiro atua no Haiti, reprimindo a população, prostituindo as mulheres, enquanto ganha experiência para atuar em favelas brasileiras. Na Bolívia, há uma violenta reação da elite, descontente com a ascensão de organizações populares que puseram em risco anos de domínio e exploração. Essa reação provoca o medo e a morte em homens e mulheres que lutam por justiça e igualdade. Mais da metade das mulheres e homens encarcerados são jovens entre 18 e 29 anos, analfabetos ou com, no máximo, ensino fundamental incompleto. Ainda, 95% das presas e presos são pobres. Isso tudo confirma que a lei penal brasileira cumpre uma única finalidade: defender a propriedade privada dos ricos. Sabemos que é aplicada de forma muito diferente quando se trata de ricos e pobres: até hoje os responsáveis pela chacina de Felisburgo, que matou 5 sem-terras, não foram a julgamento. E, como tudo no atual sistema é transformado em mercadoria, os governos da direita descobriram que preso também pode dar lucro para as empresas. Por isso, o Governo neoliberal de Aécio Neves quer construir uma penitenciária em Ribeirão das Neves junto com grandes empresas estrangeiras, e vai pagar a eles R$ 75,00 (setenta e cinco reais) por dia a cada preso. Colocar o povo na cadeia vai dar lucro, muito lucro. Sem contar na humilhação a que são submetidas as companheiras, esposas, filhas e mães dos homens e mulheres que foram privados de sua liberdade. As revistas íntimas são verdadeiras torturas. O Estado brasileiro também reprime mulheres que fizeram aborto, mas não garante acesso a todos métodos contraceptivos, ao planejamento familiar, a condições de criar os filhos com dignidade. A prefeitura de BH proíbe a população em situação de rua de freqüentar o Restaurante Popular. E é por isso que hoje, dia 17 de outubro, DIA DE LUTA CONTRA A POBREZA, diversos movimentos sociais, cores, credos, origens, orientações sexuais, saímos às ruas para lutar por um mundo igualitário em que o povo tenha voz. ABAIXO A POBREZA E OPRESSÃO SOBRE AS MULHERES! O PREÇO DA LUZ É UM ROUBO E TIRA A COMIDA DO POVO! REFORMA AGRÁRIA: POR JUSTIÇA SOCIAL E SOBERANIA ALIMENTAR! AÉCIO QUER CADEIA, MINAS NÃO!!!!PELO FIM DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE, DO SISTEMA PRISIONAL E DO SISTEMA MANICOMIAL! NOSSAS PANELAS BATEM PELO DIREITO A TERRA, ÁGUA, SEMENTE E ALIMENTO. ESSE É O GRITO DOS NOSSOS MOVIMENTOS! CONTRA A PRESENÇA DAS TROPAS BRASILEIRAS NO HAITI!
Assembléia Popular - Entidades participantes [ www.assembleiapopular.com.br ] Marcha Mundial das Mulheres; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimentos de Trabalhadores Desempregados/as (MTD); Brigadas Populares; Núcleo de Geração de Renda do Vicariato; Associação de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade; Movimento dos/as Sem Universidade; DCE PUC; DCE UFMG; DAMAR-Enfermagem UFMG; DATEM-Enfermagem PUC; Ciranda da Liberdade; DA ICB-UFMG; Coletivo Terceira Margem do Rio; Cáritas; Intersindical . Conlutas . Sindrede . Sindsaúde; Bairros Céu Azul, Morro das Pedras, Nova Contagem, Tirol, Lindéia, Barreiro, Felicidade, Luar da Pampulha; e outros movimentos.
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