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quarta-feira, 1 de julho de 2009

O deputado federal Edson Duarte (PV-BA) está indignado com o que considera uma tentativa absurda de intimidação que está sofrendo por parte da Rede Record de TV. Tudo por conta de um projeto de lei que o parlamentar apresentou em 2008, ainda em tramitação nas comissões, que obriga as emissoras de TV que venderem horários da sua grade de programação para terceiros a repassarem parte do valor recebido para os cofres da união.

O argumento é que como as emissoras de TV são concessões públicas, não é justo que elas vendam os horários, que recebem gratuitamente, sem repassar nenhum centavo para o Tesouro Nacional. Edson Duarte disse que o projeto foi resultado de suas participações em congressos e debates sobre a democratização da comunicação, dos quais participaram representantes de emissoras de rários e Tvs comunitárias.

Sua indignação decorre do fato de que, em vez de tentar derrubar o projeto - usando os parlamentares que são seus liados -, a Rede Record estaria tentando intimidá-lo. Primeiro, segundo ele, foi um diretor da rede que deu plantão durante mais de uma semana em seu gabinete, tentando convencê-lo a retirar o projeto; depois foi uma mensagem direta, que lhe foi transmitida pelo deputado Bispo Márcio Marinho (PR), recomendando que ele retirasse o projeto, “porque não seria bom eu pegar uma briga com a Record”.

Como resistiu às duas tentativas, Edson Duarte diz que foi surpreendido com um ataque gratuito, nesta sexta-feira, no programa de Raimundo Varela, na TV Itapoan, no qual teria sido apontado como farrista do dinheiro público. Ele realmente foi citado como um dos deputados que usaram a cota de passagens aéreas para viagens, mas como já deu explicações sobre isto e não houve nenhum fato novo que justificasse a matéria do programa, o parlamentar acha que foi a terceira tentativa de intimidação que sofreu.

“Acho lamentável que uma emissora de TV use o seu poder como veículo de comunicação para intimidar um deputado”, denuncia Duarte, afirmando que vai levar o assunto à Mesa Diretora da Câmara Federal e consultar advogados para ver quais medidas legais tomará para se proteger dos ataques que, a seu ver, deverão continuar, pois não pretende retirar o projeto.

Fonte: JORNAL ATARDE ONLINE – BLOG POLÍTICA E CIDADANIA

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