sexta-feira, 13 de junho de 2008


Muitas reclamações sobre a pesquisa interativa realizada na noite desta quarta-feira (11) no programa Conversas Cruzadas (TV COM/RBS) sobre a ação da Brigada Militar ontem pela manhã. A pesquisa perguntava se a ação dos policiais foi correta ou exagerada. Muita gente ligou para a opção "exagerada", no número 3299-2362 e não conseguiu completar a chamada. Ora recebiam uma mensagem dizendo que o número não existia, ora a ligação não era completada. Eu mesmo tentei ligar por duas vezes, por volta das 23h40min, sem sucesso. No final, a interativa deu 84% a 16% a favor da ação da Brigada, com direito a entrevistas ao vivo realizadas com empresários na sede da Fiergs.

Como se fabrica a (des) informação


Como definir a linha editorial do jornal televisivo de maior audiência no país, o Jornal Nacional, da Rede Globo, que simplesmente sonega e deforma informações quase todos os dias? Na noite de 11 de junho, essa prática foi utilizada mais uma vez. Ao “noticiar” os conflitos de rua ocorridos em Porto Alegre, o JN “informou” que se tratou de uma invasão da Via Campesina a um supermercado para protestar contra a alta do preço dos alimentos. Isso e nada mais. Omitiu-se, entre outros, o pequeno detalhe de que se tratava de um protesto contra a corrupção no governo Yeda Crusius e que os policiais agiram para evitar que os manifestantes chegassem perto do Palácio Piratini.

Enquanto isso, ao cair da noite, no Palácio Piratini, uma imagem e uma frase ilustraram também qual é solo no qual trafega a “informação”. Soldados a cavalo da Brigada Militar vigiavam a entrada da sede do Executivo. Ao ver uma equipe de TV gravando um boletim ao vivo, um dos soldados aproximou-se e disse: “aproveitem, que a partir de amanhã não tem mais gravação ao vivo na frente do palácio”.

A foto nebulosa tirada de um celular no início da noite desta quarta, em frente ao Palácio Piratini reflete bem o clima político vivido hoje no Rio Grande do Sul. As fotos em frente ao palácio também estarão proibidas a partir de amanhã???
Fonte: Marco Aurélio Weissheimer/Blog RS Urgente

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