Compas
Encaminho, abaixo, mensagem de João Brant do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social,
estimulando nossa união em torno deste interesse comum, sem o que jamais o alcançaremos.
Vale a pena visitar o sítio www.intervozes.org.br, onde há farta informação sobre o setor.
A omissão da sociedade, dos movimentos sociais e de organizações diretamente vinculadas ao tema
vai permitir que o inconstitucional oligopólio da mídia continue dominando impunemente a consciência de nosso povo,
através da manipulação da informação para ampliar seu poder político,
conforme defende Perseu Abramo e outros ainda não engolidos pelo sistema:
"Recriando a realidade à sua maneira e de acordo com os seus interesses político-partidários, os órgãos de comunicação aprisionam os seus leitores nesse círculo de ferro da realidade irreal, e sobre ele exercem todo o seu poder. O Jornal Nacional faz plim-plim e milhões de brasileiros salivam no ato. A Folha de S.Paulo, o Estado de S. Paulo, o Jornal do Brasil, a Veja dizem alguma coisa e centenas de milhares de brasileiros abanam o rabo em sinal de assentimento e obediência." (Perseu Abramo)
Além do texto "Significado político da manipulação na grande imprensa", de Perseu Abramo, este volume traz também, a título de posfácio, um artigo de Aloysio Biondi a respeito da manipulação do noticiário econômico nos anos recentes no Brasil, expressivamente intitulado "Mentira e caradurismo".
Mais detalhes em:
Liberdade de imprensa para quem? [ http://www.
Trabalhar na Globo é crime [ www.observatoriodaimprensa.
Rádios "piratas": o que a Band esconde? [ www.observatoriodaimprensa.
Análise dos Tipos de Poder [ www.midiaindependente.org/pt/
Eletromagneticamente
Heitor
se há alguma outra entidade lutando pela ampliação do debate sobre a concessão da Globo?Heitor e demais colegas
acho que essa tem que ser uma pauta do conjunto das entidades que lutam pela democratização da comunicação. Nós vínhamos insistindo nela, mas respeitamos o fato de o movimento ter preferido não priorizá-la.
Mesmo assim, nos parece que esse momento tem que ser aproveitado. No final de semana passada, a reportagem da TelaViva News mostrou que as concessões da Globo já estavam pautadas (a Globo Recife já tinha sido inclusive aprovada). Conseguimos conversar com a Erundina na terça e fazer esse ofício completamente às pressas. Houve menos de uma hora para coletar as assinaturas a tempo de protocolá-lo ainda na terça (já que a sessão seria na quarta). O contato foi feito com as entidades que já tinham se disposto a assinar aquele documento sobre concessões construído no início do ano - que acabou não sendo entregue. Dessas, só não foi possível falar a tempo com os Comunicativistas (RJ). Era preciso ao menos garantir essa ação de emergência para segurar a votação da Globo BH e o único critério possível nesse momento era esse.
De toda forma, essa foi mesmo apenas uma ação de emergência. Nossa avaliação é de que é preciso aproveitar esse momento de recesso parlamentar para botar a boca no trombone. Fazer ações pelo menos nas cidades das emissoras próprias da Globo ainda não renovadas (isto é, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília) e lutar para que essas audiências públicas (instrumento limitadíssimo, mas ainda relevante) sejam convocadas. Mais importante, o conjunto de entidades que lutam pela democratização da comunicação precisa tentar estabelecer uma pauta mínima do que é possível cobrar que as emissoras se comprometam nesse processo de renovação.
A pauta tem um grande apelo e é importante que possamos incidir para garantir um processo minimamente digno.
Abraços
João.
Concessão da Globo em Minas não é votada
- 16/07/2008 |
- Mariana Mazza
- Tela Viva
Além deste, outros três TVRs referentes à Rede Globo estão na Comissão de Ciência e Tecnologia: uma para a cidade do Rio de Janeiro, relatada por Júlio Semeghini (PSDB/SP); outra para São Paulo, relatada por Bilac Pinto (PR/MG); e mais uma para Brasília, sob a análise de Jorge Bittar (PT/RJ). A quinta renovação de concessão da Rede Globo, para a operação na cidade de Recife (PE) foi aprovada na semana passada.
Entidades civis em prol da democratização dos meios de comunicação querem que as próximas renovações sejam debatidas publicamente antes de serem votadas.
Em comunicado encaminhado ao presidente da CCTI, deputado Walter Pinheiro (PT/BA), cinco entidades defendem a realização das audiências como forma de ampliar o debate sobre o tema. O documento é assinado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), pela Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação Interestadual dos Trabalhadores em Rádio e TV (Fitert) e pelo Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes).
Em princípio, a idéia é bem vista pela deputada Luiza Erundina (PSB/SP), uma das parlamentares mais atuantes no debate sobre as concessões de rádio e televisão dentro da Comissão de Ciência e Tecnologia. No manifesto, as entidades pedem ainda que a comissão analise a segunda parte do relatório produzido pela Subcomissão de Radiodifusão no ano passado e que propõe mudanças no sistema de análises dessas concessões. A subcomissão foi presidida por Erundina e apenas uma versão simplificada do relatório chegou a ser aprovada.
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