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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Governo de Álvaro Uribe já apresentaram o maior número de protestos sociais na Colômbia desde 1975


Fonte: Adital

Os seis anos e meio do governo de Álvaro Uribe já apresentaram o maior número de protestos sociais na Colômbia desde 1975. De 2002 a 2008, o país alcançou uma média de 643 protestos por ano. Os dados são do relatório divulgado este mês pelo Centro de Investigação e Educação Popular (Cinep).

A Base de Dados de Lutas Sociais da organização mostra que o ano de 2007 apresentou o maior número de protestos desde 1975, quando o Cinep passou a compilar as informações. De acordo com o centro, o período de governo de Uribe apresentou o maior número de protestos dos últimos 50 anos, "o que significa que se tem realizado duas lutas sociais por dia no país", conclui a entidade.

Segundo pesquisas do historiador Mauricio Archila, de 1958 a 1974, a média anual de lutas sociais foi de 173. De acordo com o Centro, entre 1975 e 1990, esse total pulou para 476; e de 1991 a 2001, para 429.

Dos 1.120 municípios do país, 554 serviram de palco para protestos durante o mandato de Uribe. As capitais dos departamentos são apontadas como maiores concentradoras das manifestações, devido à visibilidade que possuem.

"A capital Bogotá concentra um número significativo de manifestações, apesar de que parte dos conflitos nãos e desenvolvem na capital", afirma o relatório. Segundo o Cinep, as ações ocorrem, principalmente, nos departamentos de Antioquia, Valle, Santander, Cauca e nos departamentos da Costa Atlântica.

O Centro constatou que o perfil dos manifestantes tem mudado, mas que essas mudanças não estão ligadas apenas a dinâmicas relacionadas com políticas neoliberais e com a violação de direitos sociais, políticos e econômicos.

"Mas também pelo deslocamento parcial do cenário político nacional das organizações sindicais (historicamente se haviam caracterizado por ser o ator principal nos protestos sociais) e pela emergência de novos atores: indígenas, afrocolombianos, mulheres, população LGTB (lésbicas, gays, transgêneros e bissexuais), estudantes, ONG (Organização Não Governamental) de direitos humanos", explica o relatório.

A entidade pediu que o governo nacional perceba as manifestações públicas e coletivas como parte do conjunto dos direitos estabelecidos pela Constituição Nacional de 1991 (Artigo 37). "O dissenso e o protesto são constitutivos de toda democracia. Portanto, deixar de estigmatizar o protesto social por parte de altos funcionários do governo", recomendou.

A organização também pediu ao governo que evite uma política repressiva das manifestações. O estudo do Cinep sugeriu que o Executivo desmonte do Esquadrão Antimotins da Polícia Nacional, exigência já feita por estudantes, indígenas, camponeses, mulheres, populações urbanas. As reações contrárias se devem "à violência que exercem nas manifestações, que inclusive têm deixado um significativo saldo de mortos", criticou.

Acesse aqui o relatório na íntegra: http://www.dhcolombia.info/IMG/pdf_Informe_Especial_Cinep_-_Protesta_Social_2002-_2008.pdf

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Postado por Pedro Otoni no Agência de Notícias Brigadista em 7/30/2009 07:14:00 AM

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