Laerte
Braga
O gerente da cervejaria Casa Branca
disse ao mundo que as cervejarias militares que seu país está instalando na
Colômbia têm como finalidade ajudar o governo de Álvaro Uribe a combater a
produção e o tráfico de drogas.
Como? Uribe é umbilicalmente ligado
ao tráfico, nasceu na política de seu país pelas mãos do megatraficante Pablo
Escobar e foi eleito pela força econômica do tráfico. Na trilha dos grandes
cartéis colombianos de droga elimina seus adversários (assassinato puro e
simples), mais de cinco mil mortos em seu governo e arrumou direito a mais um
mandato no estilo FHC. Ao invés de saber com antecedência se o povo deseja,
compra deputados e senadores, aprova a mudança constitucional e depois pergunta
ao povo com o fato já consumado.
Jornais dos EUA revelam que Obama
falou mentira. Nunca falou a verdade, para variar mais mentiras. Um documento do
Pentágono (Departamento de Defesa dos EUA) afirma que as bases militares da
cervejaria Casa Branca na Colômbia têm o precípuo papel de defender interesses
norte-americanos contrariados pelo governo da Venezuela, do presidente Hugo
Chávez.
Chávez é rotulado de
“anti-norte-american o”. A conclusão óbvia disso, além da mentira de Obama, é que
na América Latina não podem existir governos contrários aos EUA. Caberia a
pergunta – e governo dos EUA contrários a países latino-americanos, pode?
–
O ator Jim Carrey protagoniza uma
comédia chamada “Liar, Liar”, “o mentiroso, em que interpreta um advogado que só
fala mentiras. Seu filho, ao apagar a velinha do bolo de seu aniversário, tem um
único desejo. Que, num dia só o pai fale apenas a verdade. Não minta. Um dia
só.
O advogado se atrapalha todo, ainda
mais que, naquele dia, justo naquele dia, tem que defender num tribunal a mulher
que pretende arrancar uma grana do ex-marido fazendo-se passar por santa, sendo
infiel.
Toda aquela organização que concebeu
Obama como gerente geral da cervejaria Casa Branca, numa dessas, ia fazer com
que se atrapalhasse todo, tropeçar nas próprias pernas e o presidente branco que
se faz passar por negro, ia rolar morro abaixo, tragado na avalancha de suas
mentiras. São deliberadas.
Já pensou se quando estiver
apresentando o JORNAL NACIONAL (NACIONAL dos EUA) o apresentador William Bonner
sofresse um surto de verdade? A princípio, assustado, iria gaguejar, lógico,
depois começaria a dizer que na representação do governo golpista de Honduras
contra o governo brasileiro na Corte Internacional de Haia, no caso
Ze laya, a Corte indeferiu de pronto o
pedido alegando que falta legitimidade constitucional ao presidente golpista
Roberto Michelleti para representar seu país.
Bonner só noticiou a representação
dos golpistas e disse que o representante dos EUA arrumou um “acordo”, sugerindo
que isso ajudou o Brasil. No surto de verdade, hipótese né, diria que o governo
do Brasil pressionou o governo dos EUA a sair de cima do muro, fingir que era
contra o golpe e apoiá-lo por baixo dos panos, costurando um acordo que não
acorda coisa alguma é mera camisa de força e busca preservar interesses de
Washington. Ou seja, pressionado, Obama tratou de enrolar mais uma vez enquanto
golpistas e latifundiários, banqueiros e empresários, ganham tempo.
E na hora de noticiar, por exemplo,
a ocupação da fazenda da CUTRALE (COCA COLA) em terras do governo? Não teria
como rotular o MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) de
“terrorista”. Nem ele e nem o garoto ELE E ELA Alexandre Garcia, ou a senhora Miriam Leitão, doublé
de cartomante com anúncio pregado nos postes tipo “trago seu amor de volta por
mil reais”.
Fernando Henrique então ia estar
lascado. Num misto de despeito, raiva, frustração, senilidade e ao mesmo tempo
desejo de servir ao patrão (Fundação Ford), escreveu um artigo descendo o pau no
governo Lula. Mas o fez de forma tão confusa que acaba chamando as obras do
atual presidente de “obras históricas”.
Suponha que ao pronunciar o nome da
senadora Kátia Abreu, a quem normalmente se refere com rasgada simpatia, Bonner
entrasse no tal surto da verdade. Iria dizer ladra, grileira de terras públicas,
eleita com dinheiro desviado de créditos concedidos para a agricultura e vai por
aí afora. Ia ser o diabo, até porque para explicar depois.
Já pensou se isso acontece com a
redação de VEJA? Ou da FOLHA DE SÃO PAULO? Ou do ESTADO DE MINAS? Ou dos jornais
da REDE BANDEIRANTES?
Há alguns anos atrás os grandes
jornais traziam aos domingos um suplemento de histórias em quadrinhos. Uma das
histórias mais lidas tinha o nome de “o impossível acontece”. Via de regra uma
formiga carregando um elefante, coisas desse gênero.
Essa gente dizer a verdade seria
como que “o impossível acontece”.
O governador de Minas, Aécio Neves,
tresloucado e montado em boas cheiradas, numa festa da grife Calvin Klein, no
Rio, Hotel Fasano, deu uma esculhambação, um tranco e um tapa no rosto de sua
acompanhante, assim de público, à frente de todos os presentes, criando um clima
de constrangimento e ficou por isso mesmo. A exceção do jornalista Juca Kfhouri
que revelou o fato em seu blog, o resto sentou em cima, todos “participam dos
lucros” da roubalheira geral em Minas Gerais, descontado lógico a conta do pó
comprado a Uribe. Dona Miriam Leitão, embora serrista, outro pilantra, costuma
dizer que Aécio consertou Minas.
Onde? Consertou a conta bancária
dela. E dele evidente.
Imagine então se essa gente tivesse
que, por um dia, um dia só, falar a verdade?José Jânio Serra tentando explicar
que o condado FIESP/DASLU (São Paulo) é um paraíso, mas a violência cresce mês a
mês e as obras públicas custam pelo menos uma contribuição para a caixinha das
eleições de 2010?
Já pensou Sarney explicando os “atos
secretos”? Seus acordos com a GLOBO quando era presidente? O jabá da turma,
assim que nem o que William Bonner recebe hoje?
Ou Tasso Jereissati falando sobre
quanto levou na privatização da antiga TELEMIG? Em parceria com o senador pastel
Eduardo Azeredo? Esse então, falando sobre a grana recebida do governo dos EUA
para ficar obstruindo o acordo que aprova a entrada da Venezuela no antigo
MERCOSUL?
No Afeganistão, onde Obama implanta
“a democracia” com bombardeios que numa vez só matam cento e vinte civis (o
Pentágono tem culpa dos caras estarem no lugar errado na hora da operação
“Justiça Infinita?), o candidato da oposição à presidência do país desistiu de
disputar o segundo turno das eleições, fraudadas já no primeiro, denunciando que
seriam fraudadas no segundo também. É que no modelo de “democracia” de Obama não
pode ter presidente anti-norte-american o, mas os norte-americanos podem ser
anti-Afeganistã o em nome dessa “democracia”.
Confuso? Nem tanto é só perceber que
Obama, esse gente toda, a mídia, são deslavados mentirosos e a situação vivida
pelo ator Jim Carrey no filme “o mentiroso” é só no filme. A de ter que falar a
verdade.
Na vida real triunfa a mentira
desses caras. É apresentada diariamente por William Bonner e cópias em todos os
cantos e recantos da mídia, qualquer que seja ela. E agora que Bonner lançou um
livro é bem capaz de um “imortal” desses movidos a chá com diárias, proponha o
robô para a Academia Brasileira de Letras. Vai fazer companhia a José
Sarney.
E nem se trata de sonhar com isso. O
caminho é outro, luta. Luta popular para construir outra alternativa a esse
mundo irreal transformado em real pela mentira que começa na cervejaria Casa
Branca, tem filial nas empresas, bancos e latifúndio do mundo inteiro, passa por
Wall Street, para no final tudo ser culpa do MST, ou do Irã.
É a “democracia” e segundo o
mentiroso Bonner tem dito em algumas faculdades de Comunicação do Brasil, “é o
jornalismo isento”. Isento de verdade, repleto de mentiras.
A MONSANTO e seus transgênicos iria
para o espaço num surto desses. A turma dizendo a verdade, que as porcarias
produzidas pelo latifúndio escravocrata e grileiro do Brasil envenenam e matam.
Ou que Copenhague (conferência do
meio-ambiente) não foi a lugar nenhum, pura enrolação e o mundo continuará a ser
dissolvido em poluição das mais variadas formas e matizes.
Num dá né? Só no filme mesmo.
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