Comunicação Comunitária
http://www.radiobra s.gov.br/ materia_i_ 2004.php? materia=249536&editoria=

Associação de Rádios Comunitárias apresenta denúncias a relatora de direitos humanos da ONU
7/12/2005

A Associação Brasileira de radiodifusão Comunitária (Abraço) e outros movimentos sociais reuniram-se hoje (6), em Brasília, com Hina Jilani, relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) para Ddireitos Humanos. Heitor Reis, da Abraço, disse que a principal reivindicação da organização é acabar com o monopólio da comunicação no Brasil. "Poucas famílias concentram quase a totalidade dos meios de comunicação desse país, apesar do oligopólio ser proibido pela Constituição Federal", afirmou ele. De acordo com Reis, a Agência Nacional de telecomunicaçõ es (anatel) fecha, em média, 200 emissoras comunitárias por mês. Com a entrega o relatório, a Abraço espera que "a ONU ajude a criar um controle social dos meios de comunicação". Segundo ele, há politicagem e "as próprias rádios comunitárias sempre foram moeda de troca para comprar a consciência e o voto de deputados, prefeitos, vereadores e governadores" . Reis informou que o decreto-lei 276 de 1967, que modificou a lei geral das telecomunicaçõ es de 1962, condena de um a dois anos de prisão quem pratica telecomunicaçõ es sem autorização. Dessa forma, as rádios comunitárias são perseguidas desde a época da ditadura: "Na realidade é a ditadura de sempre, que antes era militar e agora é civil". Depois de visitar diversos estados brasileiros, a relatora da ONU deve lançar um relatório preliminar com a conclusão dos pontos analisados. Adriana Franzin - Agência Brasil
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Governo promete facilitar concessão de rádios comunitárias
6/12/2005

Reproduzido do boletim e-Fórum (nº 77 - 2/12/2005), do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
Ao defender a agilidade no processo de concessões de rádios comunitárias, o assessor da Casa Civil para Políticas Públicas de Comunicação, André Barbosa, afirmou ontem, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo federal não tem a intenção de fechar as portas para os veículos populares. Promovida pela Comissão de Legislação Participativa e Direitos Humanos e Minorias, a reunião contou com a presença de membros da sociedade civil que cobraram o fim da repressão contra as rádios comunitárias. Coordenador da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Clementino Lopes queixou-se do tratamento dado pelo governo às emissoras populares e destacou o privilégio concedido pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, aos grandes veículos de comunicação.
Críticas a órgãos do governo como a Agência Nacional de Telecomunicaçõ es (Anatel) e a Polícia Federal (PF) também foram ouvidas. O integrante da Comissão de Liberdade de Expressão do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Dioclécio Luz, mostrou que mais de sete mil rádios foram fechadas, em apenas dois anos, pela Anatel e pela PF. Só neste ano, a média ficou em 200 rádios por mês, o que totalizou um bloqueio de 1.199 emissoras em 2005. O infarto que matou Maria da Conceição - responsável pela Rádio Utopia, em Teresina (PI) -, no mês de setembro, foi citado como conseqüência da ação truculenta da agência e dos policiais federais. Mesmo concordando com as atitudes injustificadas dos órgãos fiscalizadores, a coordenadora dos Serviços de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Alexandra Costa, lembrou que a utilização de serviços públicos sem autorização continua sendo considerado crime. Costa ainda anunciou que 2.413 rádios comunitárias possuem licença para operar no País desde 1998. Porém, 4.202 pedidos foram negados no mesmo período.
Para Clementino Lopes, a necessidade de reabertura desses processos arquivados é fundamental. Como encaminhamento das discussões, André Barbosa se encarregou de discutir com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a possibilidade de se realizar uma conferência nacional sobre radiodifusão comunitária - reivindicação solicitada há meses pelo movimento dos radiodifusores populares. A data do evento está prevista para maio de 2006.
Participaram da audiência pública, o FNDC, a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), a Articulação Cris-Brasil, entre outros. O ministro das Comunicações e a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff foram convidados mas não compareceram. Observatório da Imprensa


[Veiculado por Heitor Reis]