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domingo, 31 de maio de 2009

EUA terão ''ciberczar'' para ''guerras virtuais'' na internet


Após dizer que as redes digitais dos EUA são ''bens nacionais estratégicos'', o presidente Barack Obama anunciou ontem a criação de um departamento específico na Casa Branca para ação em ''guerras virtuais''. O órgão será coordenado por um ''ciberczar'', cujo nome ainda não foi selecionado. O novo cibercomando conduzirá não apenas operações de segurança mas também operações ofensivas contra o que foi descrito como ''computadores inimigos''.


Membros do governo não quiseram detalhar as potenciais operações ofensivas, mas afirmaram ver o ciberespaço como algo comparável a campos de batalha tradicionais. Obama disse que tecnologias virtuais já são usadas em conflitos reais.

Hoje, os EUA já realizam ''ações de segurança virtual'', mas elas estão descoordenadas e distribuídas entre vários órgãos, como a Agência Nacional de Segurança (NSA) e o próprio Pentágono. Para Obama, o status quo não é eficiente: ''Não estamos tão preparados como deveríamos, nem como governo nem como país. O ciberespaço é real, assim como as ameaças que derivam dele''.

O novo ''ciberczar'' integrará as políticas governamentais de cibersegurança e coordenará respostas a eventuais ataques virtuais. Ao apresentar a medida, Obama argumentou que ''atos de terror podem vir não só de extremistas suicidas, mas também de toques em um computador - uma arma de abalo em massa''.

''Está claro que a ameaça cibernética é um dos mais sérios desafios econômicos e de segurança nacional que nosso país enfrenta'', disse ainda Obama. No entanto, ele procurou guardar distância das práticas de seu antecessor republicano, George W. Bush. A pretexto da ''guerra contra o terror'', a administração Bush praticou escutas de comunicações sem mandato judicial e espionagem de e-mails.

Obama se esforçou para apaziguar temores de que abusará das liberdades civis e privacidade digital no país, temores estes reforçados pelo apelido de ''ciberczar'' dado ao coordenador da ofensiva virtual (o czar era o monarca autocrático na Rússia pré-Revolução de 1917). O presidente afirmou que impedirá o governo de monitorar regularmente ''redes do setor privado'' e que haverá um cargo no novo departamento específico para essa proteção.


Com informações da Folha de S.Paulo

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